REVOLTA NO DIA DE FINADOS EM DIVINÓPOLIS: Prefeito Galileu (MDB) é acusado de descaso com desabamento de sepulturas do Cemitério da Paz


Na manhã deste dia de finados, segunda-feira (02), que milhares de pessoas procuram os cemitérios para reverenciar seus parentes e amigos já falecidos. Em Divinópolis, no cemitério central a tristeza foi dupla, já que após o desabamento de dezenas de sepulturas que ocorreu há mais de um ano em consequência de uma obra vizinha ao cemitério que não foi devidamente fiscalizada pelo município como deveria ter sido, a forma que os parentes encontraram para prestar homenagem foi colocar cruzes no muro próximo à entrada do campo santo – Galileu esteve no local, e segundo informações os familiares que estavam no local no momento da visita do chefe do Executivo, sofreu hostilidade silenciosa, os parentes viraram as costas para ele, no momento em que ele saia do cemitério.

Desabaram 26 jazigos de 3 gavetas, do 1 ao 26. Do 27 em diante foram exumados, e foram retirados. Depois ruíram mais alguns. No total, entre exumados e nos escombros são 256 sepultados. Só nos escombros tem 230 ossadas de corpos.

O Divinews esteve no local e conversou com Andreia Maria, a presidente dos Jazigos Cemitério da Paz que desmoronaram e as ossadas seguem em meio à terra.

Andreia afirmou que o sentimento neste dia é de tristeza, abandono e descaso, pois desde o desabamento, passaram-se 9 meses. “Hoje dia de finados não temos onde colocar as homenagens aos nossos entes queridos. As pessoas vêm aqui visitam os túmulos de seus familiares e nós tivemos que colocar aqui. Por que nós vamos colocar na lama ou na lona (isso por que tem uma parte do desabamento que está coberto por uma lona).

Ela também lamenta que a Prefeitura não tome providências em resolver o problema, e também fala da família que é proprietária da obra que também não se movimenta. “E estamos em um luto interminável”

A presidente da Associação, disse que a Prefeitura enrola. Fica protelando, cada dia é uma desculpa diferente. “Agora tem que fazer um muro de contenção para os restos mortais. Nós indicamos uma empresa que recolhe os restos mortais e faz o muro em 60 dias, e a prefeitura agora resolveu que quem tem que fazer é a obra, os proprietários da obra”

Ao ser inquirida sobre a possibilidade de que a Prefeitura realizasse a obra e posteriormente ela recorresse a Justiça para resolver com os proprietários, Andreia disse que seria a Prefeitura quem deveria tomar todas as providências desde o início, isto por que houve o aviso de que isso iria acontecer. “Tem documentos sobre isso. Nós familiares fizemos inúmeras reivindicações, por que caia lápide havia trincamento, reformávamos e estragava novamente e ela não fez nada. Ela quem tem que tomar as providências por que ele é a zeladora do cemitério”

Também ao ser perguntada sobre a atuação do prefeito Galileu, se a comissão esteve alguma vez com ele, ela contou: “Ele nunca nos recebeu, sempre fomos recebidos pelo procurador do município, e a secretaria responsável, que é a filha dele, a Claudia Machado. Nem ele, nem a família Martins em momento nenhum, nem pediram desculpas pelo ocorrido”.

“O prefeito não está nem aí, né! Nem pra nós, nem pra cidade. É um descaso com a população, por que está contaminando o solo, está transmitindo doença. É um descaso total”.