Divinópolis pode ser a primeira cidade de Minas a retomar as aulas; cabe ao prefeito “bater o martelo”


Ao contrário da maioria das prefeituras mineiras em macro ou microrregiões na Onda Verde, Divinópolis, na região Centro-Oeste do Estado, já anunciou na última semana que vai autorizar o retorno das aulas a partir do dia 5 de outubro. Porém, as unidades de ensino básico e superior devem enviar um plano de retorno com todas as medidas sanitárias necessárias, como distanciamento entre os alunos e reforço da higienização, para reabrirem.

O secretário municipal de Saúde, Amarildo Sousa, disse que a fiscalização das exigências é realizada pela Vigilância Sanitária. “Esses protocolos estão sendo discutidos desde o início da pandemia, com regras como a diminuição do efetivo de alunos”, adiantou. Caso a unidade não tenha o aval da pasta até a próxima semana, o retorno pode ser adiado. “Exige todo um processo e não necessariamente tem que voltar no dia 5”, declarou.

Segundo o “O Tempo, após uma semana da permissão para a volta às aulas em municípios na Onda Verde do Minas Consciente, a indefinição sobre o tema ainda é grande entre as prefeituras. Conforme a Secretária de Estado de Educação, cabe aos prefeitos bater o martelo e decidir sobre o retorno das aulas presenciais.

Ao todo, 217 municípios mineiros estão localizados em microrregiões classificadas na última fase de retomada das atividades, o que permitiria a reabertura das escolas de educação básica a partir do dia 5 de outubro.

A recomendação do Estado, em caso de dúvidas dos Executivos municipais, é seguir a etapa mais rigorosa, que no caso seria a Amarela, com retorno apenas do ensino superior. Entre as maiores cidades nessa faixa, estão Belo Horizonte, Montes Claros, Ribeirão das Neves, Divinópolis, Santa Luzia e Sabará. Na região metropolitana, nenhum dos municípios sinalizou com o retorno.

Na última segunda-feira (28), a capital anunciou que 72% da comunidade escolar foi contrário à retomada e, por conta dos indicadores da pandemia e dos riscos de transmissão, as unidades seguirão fechadas por tempo indeterminado. Já em Sabará, a prefeitura aguarda o encaminhamento dos protocolos sanitários estabelecidos pela pasta, mas a expectativa é que as atividades não voltem no próximo mês.

Na vizinha Nova Lima, a prefeitura informou que, embora trabalhe na elaboração de um protocolo específico, ainda não há previsão de reinício. Em Santa Luzia, informou que, por estar na macrorregião Central, classificada na Onda Amarela, não retomará as aulas do ensino básico. “O município já está dialogando com os profissionais da educação e elaborando estratégias para o possível retorno”, enfatizou. O posicionamento é o mesmo de Ribeirão das Neves, que vai analisar a estrutura da cidade para verificar se o retorno será possível. Também não há data para a volta em Lagoa Santa e Caeté.

Reuniões vão definir retorno

Já no interior do Estado, as prefeituras ainda discutem se há segurança sanitária para que os alunos das redes pública e privada retomem as atividades presenciais. Em Montes Claros, no Norte de Minas, a secretária municipal de Educação, Rejane Veloso, afirma que a questão está sendo estudada pelos órgãos de saúde. “Não temos posicionamento, mas a minha opinião pessoal é que não é o momento ideal nem para a educação infantil e também o fundamental. Os pais também não querem”, explicou.

Na mesma região, Francisco Sá terá um encontro do Conselho Municipal de Educação para discutir a volta. “Ainda não temos definição, mas pelo o que estamos analisando, no momento não devemos voltar. Também vamos ouvir a comissão do Covid-19”, adiantou a secretária municipal de Educação, Quezia Rodrigues de Souza.

Do outro lado de Minas Gerais, na região Central, Conselheiro Lafaiete não deve autorizar a retomada das aulas até o fim do ano. Nesta quarta-feira (29), acontece uma reunião para trazer um posicionamento definitivo sobre a retomada. Na Zona da Mata, Viçosa, que aderiu ao programa de retomada e seguirá as diretrizes, aguarda a confirmação “dos setores sanitários e de fiscalização da prefeitura de que as escolas e faculdades estão adequadas e seguras para alunos”.

Em Itabira, o secretário municipal de Educação, José Gonçalves Moreira, explicou que apesar da categoria Verde, as demais cidades do entorno estão na Onda Amarela, o que sequer cautela. “É aquele velho ditado, caldinho de galinha e bom senso não faz mal a ninguém. Optamos por esperar mais um pouco, não vamos retornar nesse momento. E ainda temos um longo feriado prolongado, que apesar das recomendações, muitas pessoas vão viajar e podem carregar o vírus”, disse.

Das 217 cidades aptas à voltarem com o calendário escolar presencial em Minas, 160 são de pequeno porte, com menos de 20.000 habitantes.

Onda Verde

Mesmo que uma macrorregião ou microrregião regrida da Onda Verde para a Amarela, o governo estadual informou que não é necessário aguardar 28 dias para que a flexibilização avance. O Plano Minas Consciente prevê a manutenção do período apenas uma única vez. Ou seja, nesta situação, não será necessário observar novamente o período mínimo de 28 dias para retornar, em uma eventual melhora de indicadores”, informou o Estado em nota.

Caso os municípios tenham melhores indicadores, mais regiões podem alcançar a última etapa, atualmente restrita à Norte. “Portanto, nesta quarta-feira (30), caso os municípios apresentem melhora, as cidades poderão progredir para a onda verde novamente”, finalizou.

 

 

 

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