“A vida no Planeta já tem data para acabar”, constata Leonardo Junqueira


Leonardo Junqueira em mais um artigo para o Divinews a partir de uma descoberta “fantástica” de duas adolescentes, chegou a essa “dolorosa” conclusão. E escreveu: “Pode ser que o título deste artigo seja exagerado. Me perdoem por isso, mas foi proposital”

Os noticiários de hoje estão cheios de informações importantes para as pessoas que buscam, na maioria das vezes, orientação, informações ou assuntos de interesse específico. Alguns ainda mantém aquele conceito de “fonte de consulta”, com seus editoriais que abordam a economia, política, esporte e entretenimento.

Porém, com a chegada da tecnologia transformando os informativos em canais mais dinâmicos através das redes sociais, coisas estranhas começaram a acontecer.

Nada contra a linha editorial dos jornais, sejam impressos ou eletrônicos. Mas acho que os profissionais que aprovam as pautas e matérias deveriam estar mais atentos ao que é publicado.

Notícias sobre a pandemia estão piores que final de novela mexicana. Falar de política? Nem pensar. Foi-se o tempo que opiniões e comentários eram menos contaminados e imparciais. Hoje existe uma clara manipulação, seja por interesses políticos ou financeiros.

Mas, o jornalismo “capenga” nunca deixa de me surpreender com assuntos bizarros, que me levam do estado de surpresa à indignação em frações de segundos… Ou em poucas palavras! A bizarrice da semana foi publicada em vários sites conceituados de notícias com a seguinte manchete:

ADOLESCENTES DA ÍNDIA DESCOBREM ASTEROIDE EM ROTA DE COLISÃO COM A TERRA.

Poxa!  Que horror!

Não perdi tempo! Fui rapidamente ler sobre o assunto. Com apenas 62 anos, sou jovem demais para morrer sem realizar alguns sonhos. E esse assunto de asteroide é muito louco, já que eles aparecem do nada e sem nenhum propósito querem acabar novamente com a vida no planeta, como aconteceu com os dinossauros.

Ao começar a ler a matéria veio a primeira surpresa: “duas adolescentes da Índia descobriram um asteroide cuja órbita deve cruzar a da Terra”.

Minha Nossa Senhora! (Pensei). Dizia a notícia, que elas analisaram as imagens de um poderoso telescópio da Universidade do Havaí, nos EUA e confirmaram a descoberta usando toda a sofisticação tecnológica. Coisa mais sofisticada, não é mesmo?

Continuando a ler com mais interesse, o medo pelo fim da vida aumentou: “o asteroide está perto de Marte e sua órbita deve cruzar a da Terra”.

Meu Deus do céu! Marte “é logo ali”! Já até mandamos um monte de bugigangas espaciais que custaram bilhões de dólares para pesquisar o planeta vermelho, ou seja, a coisa vai ficar feia!

Pensei em ligar para parentes, amigos e pessoas amadas para dar a triste notícia. Como um filme, minha vida passou em frações de segundos pela minha cabeça… Respirei fundo e continuei a ler.

Mas aí, veio aquele sentimento estranho. Não sei se por alívio ou por raiva e indignação. Dizia a conclusão da matéria: “o asteroide levará cerca de um milhão de anos para cruzar com a órbita da Terra”. Foi o que disse um instituto muito respeitado de cunho particular, onde as duas meninas de 14 anos estudavam e receberam treinamento para a pesquisa do universo. Juro que não desejei que esse astro errante caísse na cabeça destas meninas! Até porque nem pó delas existirá mais, nem aqui e nem no raio que os parta.

Como falei no início desse texto, a imprensa precisa ter alguns cuidados com suas pautas editoriais. Estamos vivendo em plena pandemia de um coronavírus, que vem matando milhões de pessoas em todo o mundo, causando depressões, perdas materiais, desemprego, danos psicológicos e preocupando a população como nunca aconteceu. Aí, vem duas adolescentes indianas e falam de uma descoberta que acontecerá daqui a um milhão de anos (fora a possibilidade de erro)? E a imprensa vem dar destaque de manchete a isso?

… Ora, faça-me o favor, senhor editor. Nem os tataranetos de Matusalém estarão aqui para contar essa história.

Sendo assim, agora publica a previsão do tempo pra amanhã, por favor!

 

LÉO JUNQUEIRA é daqueles publicitários da época romântica, quando a comunicação ainda era feita com base no talento criativo. Foi sócio fundador da Insight Comunicação durante 22 anos prestando serviços de comunicação e marketing a grandes empresas, como Pastifício Santa Amália, Riclan (fabricante do Pircóptero e drops Freegell’s), Cera Inglesa, Calçados Jacob (Kildere), Café Brasil, Balas Santa Rita entre outras grandes empresas que fizeram histórias de sucesso. Trabalhou em grandes agências de publicidade em Minas e na área política, como publicitário, assessorou as prefeituras de Uberlândia, Varginha e Divinópolis além de desenvolver e coordenar inúmeras campanhas políticas em Minas Gerais. Léo Junqueira é consultor de marketing, compositor, violeiro, escritor, avô e colaborador do Divinews.

 

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