Em 107 anos de história e 24 legislaturas, 5 mulheres ocuparam vagas na Câmara de #Divinópolis


Em 107 anos de história e 24 legislaturas, a Câmara Municipal de Divinópolis (MG) registra cinco mulheres ocupando uma vaga entre as cadeiras legislativas. O número é simbólico, levando-se em conta que na data de ontem (24.fev.2019), a história política brasileira comemorou o marco de 87 anos da “conquista do voto feminino” – É uma história que remonta ao ano de 1932, durante o Governo Getúlio Vargas, quando o código eleitoral Provisório (Decreto 21076), garantiu o direito de voto às mulheres após uma intensa campanha nacional. No entanto, ele garantiu parcialmente os direitos, uma vez que permitia somente às mulheres casadas, com autorização dos maridos, e às viúvas e solteiras que tivessem renda própria, o exercício de um direito básico para o pleno exercício da cidadania. 

No ano de 1934, as restrições ao voto feminino foram eliminadas do Código Eleitoral, embora a obrigatoriedade do voto estivesse colocada como um dever masculino. Por fim, no ano de 1946, a obrigatoriedade do voto foi estendida às mulheres.

Como se vê, a participação feminina na vida política do país foi construída com a superação de obstáculos e a gradual conquista de direitos. Em Divinópolis, cinco mulheres representantes do povo, se destacaram e fazem parte dessa jornada.

Conheça um pouco da trajetória de Ivone, Maria das Dores, Eliana, Heloisa e a representante de atual legislatura, Janete.

Ivone Gomes Guimarães

A primeira vereadora eleita foi Ivone Gomes Guimarães, em 1976, pelo partido da Aliança Renovadora Nacional (ARENA), com 930 votos (2,35% do colégio eleitoral). Seu mandato durou seis anos, participando das Comissões Permanentes de Justiça e Redação e de Educação e Cultura e da Comissão Especial de Direitos Humanos, em 1981. Em 1977, foi primeira-secretária da Mesa Diretora.  Sua vocação política “tem fundo religioso” (bem comum) e base fundamental no Direito (justiça e dignidade). Servir ao bem comum, contra as injustiças sociais foi seu lema de vereança.

Maria das Dores Manoel, “Dorzinha”

Eleita pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) em 1988, com 548 votos (0,70% do colégio eleitoral); em 1996, com 807 votos (0,75%), e 2000 com 816 votos (0,67%), destaca-se por ser a vereadora com mais mandatos. Atuou efetivamente na Comissão de Educação, Ciência e Cultura (como membro, secretária e presidente, em várias ocasiões). Alcançou o posto de vice-presidente da Mesa Diretora e, por três vezes, foi primeira-secretária. Teve atuação destacada na função de Secretária do processo de elaboração da Lei Orgânica Municipal (em 1990) e na revisão geral de 1998. Ética, fidelidade partidária e compromisso com o seu papel institucional foram características imutáveis de seus três mandatos.

Eliana “Piola” Ferreira Glória e Silva

Foi eleita pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em 1988, com 714 votos (0,90% do colégio eleitoral), e pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) em 2000, com 1.024 votos (0,83%). Em seu primeiro mandato, foi relatora do processo de elaboração da Lei Orgânica do Município (em 1989) e vice-presidente da Mesa Diretora (1992).
No segundo mandato, participou das Comissões Permanentes de Administração, Obras Públicas, Serviços Urbanos, Habitação, Indústria e Comércio; de Ética; e de Direitos Humanos e Cidadania. Discurso forte de combate à corrupção e fiscalização do dinheiro público foram marcas de seus mandatos.

Heloísa Vieira Cerri

Foi eleita em 2008, pelo Partido Verde (PV) com 2.094 votos (1,41% do colégio eleitoral). Suas atuações como vereadora foram duramente hostilizadas por seus pares, por causa do idealismo de querer acabar com privilégios administrativos que achava incorretos. A atuação da vereadora foi predominantemente fiscalizadora, com proposições voltadas para oficialização de efemérides locais, alteração em legislação, matérias polêmicas de controle social e segurança pública.

Janete Aparecida Silva Oliveira

Eleita no pleito de 2016 pelo Partido Social Democrático (PSD) eleita com 1.778 votos.
Janete destacou-se em Divinópolis como líder comunitária, defendendo sempre melhorias para o Bairro Alto São Vicente e lutando pelos moradores do bairro Alvorada, onde atua na Rede de Vizinhos Protegidos. Palestrante em escolas e movimentos da igreja é reconhecida pela sua conduta moral, ética, transparente com sua humildade para servir ao próximo. Filiou-se ao PR em 2011 candidatando-se a vereadora. Foi uma das mulheres mais votadas, com mil e cem votos, mas não foi eleita. Em 2016 mudou sua filiação para o PSD e obteve sucesso conquistando uma vaga nas eleições para o Legislativo.

2 comentários em “Em 107 anos de história e 24 legislaturas, 5 mulheres ocuparam vagas na Câmara de #Divinópolis

  • 2 de março de 2019 em 21:46
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    eu parabenizo a todas as mulheres dos rincoes desse Pais que nunca tiveram a boa vida que elas tem

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  • 2 de março de 2019 em 11:19
    Permalink

    PARABÉNS A TODAS ESSAS MULHERES, pena que não temos na atual legislatura mais mulheres na Câmara Municipal.

    Resposta

Comentários

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