| JOTHA LEE |
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(Antes de entrarmos definitivamente no primeiro assunto, só um lembrete: no dia 8 de maio escrevi sobre as pesquisas eleitorais que têm como objetivo “achar” o resultado que o contratante quer, ou seja, as “pesquisas encomendadas”. Parece até que a coluna foi escrita ontem. Dê uma olhadinha)
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de acabar com a farra da parentada no serviço público foi apenas para inglês ver. As famosas “brechas” para agradar a turma que não esquece nunca a árvore genealógica, quando se trata de dar emprego para pagar com o dinheiro alheio, foram deixadas ali, assim, sem ninguém ficar envergonhado. De acordo com a decisão do Supremo, em cargos de primeiro escalão, ou seja, secretários, assessores, os parentes podem ser chamados por prefeitos, governadores, presidentes de assembléias e câmaras municipais.
Divinópolis já teve péssimos exemplos de nepotismo. O ex-prefeito Galileu Machado, que concorre mais uma vez à sucessão municipal, colocou o nome da cidade em manchetes nacionais com o empreguismo de parentes. Foi ele o prefeito que mais deu cargo para parentes na cidade, segundo informou uma reportagem do Jornal Magazine.
Não se discute aqui a competência do cidadão, mas a moralidade da ação. Quem duvida da competência dos filhos de Galileu? Só se for doido. Afinal, todos eles têm formação acadêmica, são corretos em sua vida particular, mas isso não os abona como servidores em cargos de confiança oferecidos pelo pai, em nome da moralidade do serviço público.
O deputado federal Jaime Martins é um dos poucos políticos de Divinópolis que nunca praticou o nepotismo. Nos seus quatro mandatos como deputado federal ele procurou ser correto neste sentido. Pode até ter ajudado os parentes com sua força política de outra forma, mas não dando empregos em cargos comissionados.
Mesmo que a famosa súmula vinculante 13 do Supremo, a que trata do nepotismo, tenha sido uma decisão meia-bomba, pelo menos foi o início de uma discussão que ainda vai longe. Em que pese a brecha deixada para agradar a turma da bocada, é certo que todo político vai pensar duas vezes antes de chamar o irmão, o filho, a filha, o cunhado, a mulher, a sogra, a amante.
Mas afinal, amante não é parente. Isso é um alívio. Mas são perigosas. É só lembrar o que a amante aprontou em cima do até então todo poderoso senador Renan Calheiros (PMDB). O homem caiu totalmente no ostracismo e ela, a amante, ganhou até programa no SBT.
SAÚDE
Uma overdose de competência na saúde pública de Divinópolis. Em 2009, se eu necessitar de atendimento em um Centro de Saúde e ficar na fila mais do que um minuto, vou ficar furibundo. Afinal, a propaganda eleitoral em Divinópolis está demonstrando que nunca se viu tanta gente que quer trabalhar para curar a saúde na cidade. Tem todo tipo de promessa. E os candidatos a prefeito? Todos estão empenhadíssimos em resolver a questão. O deputado Domingos Sávio já garantiu no programa político que no ano que vem vai liberar R$ 20 milhões só para tratar dos nossos doentinhos. Uma maravilha. E você pensa que está na Dinamarca? Que nada. É Divinópolis mesmo, com a turma de políticos mais competente da redondeza.
Pérolas
(com licença, Maria Cândida)
Tenho tido cólicas de rir no horário eleitoral gratuito, quando aparecem os candidatos a vereador. É divertidíssimo. Há algumas pérolas que nem a Maria Cândida, minha amiga jornalista, consegue encontrar. A seguir algumas delas, sem citar o nome do freguês, para evitar choradeira.
– Uma candidata vai ser a primeira colocada na parada de sucessos. Ela canta o seu número para chamar a atenção do eleitor. É afinadíssima para uma opereta inspirada na banda Calypso.
– Prepare-se, carnaval aqui vai bombar e o Rio ficará no chinelo. Um candidato diz que vai fazer Divinópolis ter o melhor carnaval e “Ermida vai ter muitos shows”. É bão também, sô….
– Já um outro concorrente fala de sua função pública no INSS e de sua competência profissional e ao final diz: nunca usei meu cargo para fins políticos. Não?!
– E o candidato, um professor, que fala sua publicidade como se estivesse regendo a câmera?
– E este é realmente o ‘têia-cascável’: “Sou competente, honesto, sincero, trabalhador. Pode confiar em mim!” Sei….
Piti
A turma de um jornalzinho da cidade deu um tremendo piti porque o Divinews.com denunciou a pirataria de suas matérias. Saiu até editorial, dizendo que somos velhos e queremos ser os donos da notícia. Ora, ora, ora. Parece que além de piratas, também não sabem ler. O que o Divinews.com lamenta e não aceita é a pirataria pura e simples, NA ÍNTEGRA, dos nossos textos sem citar a fonte. Isso é ROUBO da intelectualidade dos velhos. E, como qualquer outro veículo com um mínimo de seriedade, somos donos da notícia sim, desde que ela tenha sido produzida, pesquisada e investigada por nossa equipe. Todos os órgãos de comunicação da cidade podem reproduzir o material publicado pelo Divinews.com, mesmo que não tenha sido concedida uma permissão prévia. Basta citar a fonte.
Não acredito que as escolas de jornalismo de Divinópolis estejam formando “profissionais” que não conheçam de ética. E, sobretudo, de propriedade intelectual. Não basta ter um diploma fajuto debaixo do braço. É preciso NASCER e SER jornalista.
Alguns importantes veículos de comunicação da cidade citam a fonte, seja ela qual for. A exemplo do Divinews.com, o Jornal Agora, Rádio Divinópolis, entre outros, o fazem porque são profissionais.
No mais, é reclamar com o bispo e chorar na cama que é lugar quente para criancinhas pirracentas.
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