Os vereadores da Câmara de Divinópolis, que normalmente em projetos de mudança de zoneamento e dação em pagamento ou qualquer outro projeto do Executivo que envolva empresas, normalmente não votam logo na primeira vez que chega ao plenário, desta vez, na sessão ordinária do dia 13, terça-feira última, cientes de suas responsabilidades com a manutenção de dezenas de empregos na cidade, já que a empresa ameaçou deixar o município e ir para a vizinha cidade de São Sebastião do Oeste, em poucos minutos o PL EM-070/2016 que autorizou o Poder Executivo a dar em pagamento imóvel de propriedade do município para a empresa Paiva Mouta e Cia, uma holding da BRASUL, foi votado e aprovado por todos os vereadores, sem – A aprovação só foi possível diante do clamor popular e da ação do presidente da ACID, Léo Santos, que esteve na Câmara explicando para os edis a importância do projeto, e no dia da votação, também esteve presente – Para o presidente da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Divinópolis (Acid), é uma vitória para Divinópolis a permanência da Brasul. “A ampliação da Brasul significa mais emprego, mais investimento no município, mais giro da economia, mais repasse do Estado para Divinópolis.”, comemora Leonardo – Segundo informações da ACID, atualmente, a BRASUL – maior empresa distribuidora de cerveja da região – emprega cerca de 300 funcionários e com a expansão o número de funcionários poderá ser aumentado. A ampliação da empresa permitirá que ela permaneça em Divinópolis, caso contrário, poderia deixar o município — A empresa está instalada em Divinópolis há 16 anos e configura entre as 10 maiores empresas de arrecadação do VAF (Valor Adicionado Fiscal). O VAF é um indicador econômico-contábil utilizado pelo Estado para calcular o índice de participação municipal no repasse de receita do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), principal receita do município – A responsabilidade de fazer de Divinópolis, uma cidade melhor e contribuir para o seu real crescimento, ajudando a manter as empresas que já existem e melhor se trabalhassem para trazer novas, está não apenas nas mãos dos poderes constitucionalmente constituídos, mas também nas mãos das entidades de representações de classes, principalmente as patronais e em tese de fomento industrial, com ações efetivas de desenvolvimento, e não com dirigentes atrás de meses, em que alguns só servem mesmo para fazerem esdruxulas negociações de marketing pessoal e dar entrevistas em emissoras de televisão e rádio, além de acumular cargos e mais cargos em Minas e Brasil afora.