DENÚNCIAS: Tribuno fala de usucapião da família do Prefeito, doações de terras para empresários e exorta a MAÇONARIA a protestar por Divinópolis

Publicado por: suporte



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Marcelo Marreco, logo no início da sua fala, mandou um aviso para o presidente da Câmara o alertando que, se houvesse o corte da sua fala através dos vereadores ou se o vídeo e o áudio da TV Câmara e NET Câmara falhassem, ou fossem cortados, pediu antecipadamente os minutos referentes à interrupção.

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USUCAPIÃO
Tribuno deixou claro também que não existia nada de pessoal contra os vereadores e tão pouco contra o Executivo, tratava-se de Patrimônio Público. E denunciou que em 1999 ocorreu a irregularidade de posse de terras através do usucapião para a família do prefeito Vladimir Azevedo, e que posteriormente o terreno de 11 mil metros quadrados teria sido vendido. Que no momento está sendo construindo em uma área de APP, além de ser uma área inundável, que não pode ter nenhum tipo de construção. Disse ele: “Segundo o Plano Diretor, mas parece que o Executivo alterou ou está querendo alterar o Plano Diretor que foi pago R$ 450 mil reais para que tivesse o Plano Diretor”, afirmou Marcelo. Contudo, o valor real, divulgado à época da finalização do Plano Diretor, foi que o município pagou R$ 700 mil reais para a Funedi/UEMG para sua confecção.

Marcelo continuou afirmando que sua denúncia estava baseada em matéria do Jornal Agora na edição de sábado: “Pois muito bem, segundo o Jornal Agora na edição de sábado, na coluna da Maria Cândida, esta construção não existe alvará e nem licença ambiental – Uma área de 11 mil metros quadrados que foi doado pelo município para a família do prefeito, Vladimir. Está aqui o documento (mostra uma pasta) – Isto é um absurdo. É patrimônio público indo embora”.

CENTRO TECNOLOGICO DA CONFEÇÃO
Após a denúncia do usucapião para a família do Prefeito, Marcelo voltou a falar sobre uma denúncia que ele mesmo fez há algum tempo, sobre o terreno que foi doado para o Centro Tecnológico da Confecção, que tinha à frente o ex-vice-prefeito Francisco Martins (ver matéria). Marreco afirma que a devolução do terreno, só ocorreu por que ele denunciou, caso contrário isto não teria sido feito.
 
PROEMA
O tribuno afiado nas denúncias, não deixou de fora o terreno que logo no início do primeiro mandato do governo Vladimir Azevedo, foi doado para a empresa PROEMA, que segundo ele foram 800.766 m2. Marcelo perguntou se o terreno foi revertido para o município, já que o projeto de instalação da Proema na cidade, “fez água”: “Esse terreno foi revertido para o município? Eu acho que não né! – Então eu peço aos vereadores que aqui estão que abra uma sindicância pra saber o que está acontecendo – Por que o terreno não foi devolvido ao município – E Aqui dessa casa, quando falei em Câmara Paralela, quando eles não estão aqui eles estão na Prefeitura”, afirmou Marcelo.
 
O “X” DA QUESTÃO, CREDIBILIDADE
A ira que acendeu Marreco foram declarações dos vereadores Adilson Quadros (PSDB) e Marquinhos Clementino (PROS) que logo após a denúncia do terreno que envolveu Francisco Martins, terem criticado a sua fala, chegando a dizer que ele não tinha credibilidade diante da população. “Ora bolas, você vem com a documentação, denuncia uma coisa séria, reverter um terreno para o município. E eu que não tenho credibilidade?”, questionou o tribuno.

Maçonaria
Marreco aproveitou para “atacar” quem o “atacou” e acrescentou mais um componente em seu ataque, a Maçonaria: “Quero falar também de um ato histórico nesta cidade, em 15 de março a Maçonaria vestiu-se de preto, com a bandeira do Brasil foi para a rua protestar contra a corrupção, contra o governo Dilma. PARABÉNS PARA A MAÇONARIA. Mas, vamos vestir essa bandeira (mostra a bandeira de Divinópolis), essa bandeira de Divinópolis e protestar em prol de Divinópolis, por que é aqui que nós vivemos, é aqui que tiramos o nosso sustento. Vamos protestar em prol do Rio Itapecerica, que há quatro anos pagamos rede de esgoto e tratamento nenhum. Vamos protestar em prol do Hospital São João de Deus. Vamos protestar em prol do Minha Casa Minha Vida, que transformaram ela em Divino Lar. O Divino Lar que é longe da malha urbana e de difícil acesso, não tem escola, não tem saúde e não tem lazer. E isto transforma esses conjuntos habitacionais em um verdadeiro barril de pólvora, por que como vai educar os adolescentes que ali estão, onde construíram três casas em um lote de 200 metros. Vamos protestar em prol do Restaurante Popular, que foi fechado, que é com verba pública federal, e o restaurante se transformou em ponto de prostituição, consumo de droga e era um local que tirava a fome de muita gente – E aí o Marcelo não tem credibilidade! Onde estão os vereadores desta casa, que tem credibilidade? Vamos protestar em prol do PAC 1, PAC 2, que segundo o Tribunal de Contas da União foi dilapidado nesta cidade, e isto é comprovado por que através da justiça foram afastados alguns secretários. Onde estão os vereadores? Ô GRANDES MAÇONS PARABÉNS PARA VOCÊS DESFILAREM CONTRA A CORRUPÇÃO E CONTRA O GOVERNO, MAS É AQUI NESTA CIDADE QUE VOCÊS TIRAM O SEUS SUSTENTOS. É nesta cidade que precisa ser protestada, em prol dessas condições que falei, por que vejam bem. Eu denunciei aqui o MINHA CASA, MINHA VIDA, o Pró-Favela, que nada foi feito ainda, e o Marcelo aqui está errado?”.

Marcelo encerra se dirigindo aos vereadores Adilson Quadros e Marquinhos Clementino, dizendo: “Não tenho nada pessoalmente contra ninguém, mas falaram aqui que sou uma pessoa sem credibilidade, mas existe alguns processos que estão aqui nas minhas mãos, tramitando na justiça.

O Ministério Público, representando contra o senhor Adilson Quadros, réu, numa ação de R$ 11 milhões, É sobre patrimônio público” – Adilson Quadros neste momento reclama com o Presidente de que o Tribuno estaria desviando o assunto, Marcelo imediatamente rebate dizendo que estava falando sobre Patrimônio Público, e sobre a Câmara Paralela.

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Marreco finaliza, conclamando que a cidade acorde “Acorda Divinópolis, está na hora de você aprender a votar, por que aqui parece que é um deserto de homens e as pessoas não podem falar a verdade, por que a verdade dói e machuca as pessoas sim. Por que a minha honra, a minha alma foi ferida, quando falaram que eu não tenho credibilidade, quando falaram que eu sou chefe de quadrilha. Isto eu de posse de documentos reais, verídicos – E não tem mentira aqui não, aqui tem realidade – Por que quando se transforma Minha Casa Minha Vida em Divino Lar, até as pessoas que moram lá pagam pelos terrenos, doaram um mundo de terreno para empresários milionários. PARABÉNS PARA TODOS VOCÊS VEREADORES, vocês, quase todos, defenderam essas empresas”
  

O vereador Adilson Quadros, se defendeu, dizendo que a atitude do Marreco faz parte do jogo democrático, que ele faz o seu papel de oposição, e que, quanto ao processo movido contra ele não tem nada a ver, pois ele não era o ordenador de despesas no governo do ex-prefeito Demétrius Arantes, e que era o Mendhelson Nogueira. (Veja vídeo).

Já o vereador Delano Santiago, em seu pronunciamento e até em entrevista para uma emissora de televisão, cobrou que o Ministério Público investigue as denúncias levadas por Marcelo Marreco,

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