O editor do Divinews realizando um check-up usando o SIM – Sistema Integrado de Saúde, que é o atendimento da população através do SUS – Sistema Único de Saúde, ouviu dezenas de reclamações e vivenciou o que os usuários passam.
Sentiu na pele o atendimento do médico Ubiratan Estefânio Guimaraes, na última sexta-feira (23). Ele chegou atrasado 10 minutos, pois seu horário era 11h30min e ele chegou 11h40min, deveria sair às 14h30 e saiu às 12h30min, portanto 2 (duas) horas a menos da sua jornada, isto depois de atender supersonicamente 13 (treze) pacientes em 45 minutos, já que ele encerrou às 12h25min.
Quando o editor do Divinews entrou no consultório número 11, da Policlínica e se pôs em frente ao médico, ele sequer levantou os olhos para ver que paciente estava na sua frente. Sem responder o cumprimento de bom dia, recebeu os exames para ele entregues e continuou a não olhar para o paciente, e disse “FALA”. Diante do comportamento ríspido do “profissional”, o editor do Divinews falou para ele que não queria mais ser atendido e o questionou sobre o seu comportamento frio, ríspido, distante e entediado que ele dispensa às pessoas, além da rapidez com que atendeu outros pacientes.
Na sala de espera foram ouvidos casos de outros pacientes que também reclamaram do seu jeitão ríspido e rápido no atendimento. “Ele atende a gente com uma má vontade, nem olha na cara da gente e é rapidinho”, falou um senhor que não quis se identificar.
Após o episódio, uma profissional, técnica ou enfermeira, que trabalha no local, disse não ter se espantado, nem com a velocidade do atendimento e tão pouco com o atraso e a saída prematura do médico do local de trabalho. “Ih! Eles não cumprem horário não – Chegam atrasados, 10 minutos é pouco de atraso, eles chegam é 1 hora ou até mais atrasados, atendem rapidinho e vão embora – Tem médicos que deixam é as pessoas mais doentes”.
Em que pese a debilidade do sistema com suas outras mazelas, como falta de mão de obra, falta de leitos, equipamentos e até mesmo remédios, um dos grandes gargalos no sistema são os próprios médicos.
O atendimento que o editor do Divinews tem tido do corpo de profissionais técnico, tanto no atendimento de recepção e controles, quanto das técnicas e enfermeiras tem sido muito bom, no posto de saúde da Avenida Primeiro de Junho, quanto na Policlínica e no CEMAS. Já o mesmo não se pode dizer do corpo médico. O atendimento de outro médico no posto, não foi tão deplorável quanto o da policlínica, mas também, não foi “nenhuma Brastemp”.
O Divinews entrou em contato com o secretário de Saúde, David Maia relatando o ocorrido, e ouviu dele que em breve deverá ser implantado o ponto biométrico para todos os profissionais da área da saúde.
É imprescindível que isto seja feito o mais rápido possível, pois este é um dos grandes gargalos do sistema, são os médicos que não cumprem os horários e dão plantão em casa, ao invés de estarem no local de trabalho. Quanto a falta de educação, rispidez e pouco caso com o paciente que são julgamentos subjetivos, isto já é mais difícil. Só denúncias no município, para ser aberto procedimentos disciplinares e na delegacia Regional do CRM – Conselho Regional de Medicina.
Segundo informações oficiais da Comunicação da prefeitura, o médico Ubiratan, atende na Policlínica, na segunda, quarta, quinta e sexta, e o seu horário de trabalho, deveria ser de 11h30min às 14h30min. Portanto uma jornada de 3 horas em tais, dias. Fato este que não aconteceu na última sexta-feira (18), ele deixou o local de trabalho, exatamente às 12h30min. E ainda, são preconizadas consultas de 15 minutos. Fato este que também não ocorreu, pois ele começou a atender às 11h40min e encerrou as 12h25min. Mesmo se todas as 13 (treze) consultas que ele atendeu fossem retornos, o tempo que ele deveria permanecer no local seria mais que os 50 minutos que ele permaneceu no local.
Daí a urgência da implantação do ponto biométrico para toda secretaria de Saúde do município de Divinópolis.
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