No último dia 15/03, sábado o Hospital Santa Mônica de forma unilateral resolveu interromper o atendimento aos usuários do plano de saúde Unimed provocando um verdadeiro reboliço na já debilitada saúde do município.
Evangelista afirmou que os médicos que atendem no Hospital não concordaram com a posição de Juarez e que o contrato entre o Plano e o hospital só não é definitivamente encerrado pois este não seria o momento pelos problema de saúde que o município enfrenta e por que existem médicos do HSM que são cooperativados da Unimed, mas que a decisão foi intempestiva por parte dos diretores do Santa Mônica.
O presidente da Unimed disse que foram veiculada matérias torpes e caluniosas contra um plano de saúde que gera um faturamento para o Hospital Santa Mônica entre R$ 600 e R$ 800 mil reais por mês. “O Conselho da Unimed vai se reunir na próxima segunda-feira 23/03 para discutir o assunto e que atitude vai ser tomada diante da gravidade da ofensa à imagem da empresa – Poderá ser convocada até mesmo uma Assembléia Geral”
O médico achou gravíssimo que o atendimento do HSM tivesse sido interrompido para os usuários do plano da Unimed, de forma abrupta. Evangelista reafirmou da saúde financeira da empresa e reforçou que “nenhum hospital vive sem o dinheiro do plano de saúde da Unimed”.
Embora queira retomar o diálogo resolvendo o problema criado pelo HSM, Evangelista foi taxativo: “Não fosse uma empresa que tivesse cooperados lá, nós encerraríamos o contrato, dado às declarações que foram feitas denegrindo o nome da UNIMED”.
E finalizou o presidente: “A UNIMED não compactua com o corporativismo médico e nem de hospitais, trabalhamos sérios”
Será que, diante da judicialização da saúde no município em que quase todos os casos de liminares, os pacientes são enviados para o HSM, somado ao fato de que interventores do Hospital São João de Deus, diante da queda de braço que está ocorrendo entre o HSJD com as clínicas e os médicos daquela unidade hospitalar, também enviam tudo ou quase tudo para o Hospital Santa Mônica, eles já estão podendo se dar a este luxo de não aceitar mais o plano de saúde da UNIMED? Estão bastante capitalizados a este ponto? Diante da decisão, a impressão que o mercado tem, é que sim!
Segundo informações do mercado, o Hospital Santa Mônica pega o file mignon da saúde, ou seja, somente a alta complexidade do SUS (Sistema Único da Saúde), através da judicialização da saúde nos atendimentos municipais e agora mais recentemente também do Hospital São João de Deus. Contudo se recusa a atender o SUS, pois teria que disponibilizar leitos fixos. Reina que a “carne de 2ª”, a média e baixa complexidade fica para o HSJD.
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