O crime ocorreu em maio de 2011 quando Hudson dos Santos Ferreira, de 33 anos matou sua ex-companheira, primeiro bateu na vítima e depois a estrangulou. No julgamento ocorrido nesta última quarta-feira a defesa alegou que ele estava drogado quando cometeu o assassinato em uma tentativa de desqualificar o crime e diminuir a pena.
Em julgamentos deste tipo é sempre comum a discordância do Promotor de Justiça que faz o papel de acusação e a Justiça. Contudo, pela primeira vez, pelo menos em Divinópolis, a rede social, foi usada pelo promotor do caso, Gilberto Osório, manifestar o seu descontentamento com dosimetria da pena que foi de 13 anos e 11 meses para o crime e 2 anos para o furto, em regime fechado, aplicado pelo juiz da 1ª Vara Criminal, Marcelo Paulo Salgado. E, o Promotor, em seu perfil no Facebook se disse indignado postando sua discordância:
Indignado…
A gente consegue “tirar leite de pedra” em um difícil trabalho em Plenário. Em trabalho hercúleo de convencimento, se consegue levar os jurados a desconstituir um laudo oficial de semi-imputabilidade levando, para tanto, em Plenário, um psiquiatra de gabarito (Dr. Carlos Eduardo Gonçalves Reche – perfeito em suas ponderações perante o Júri) para demonstrar o desacerto da perícia oficial. Continua depois da publicidade Consegue fazer os jurados a reconhecer duas qualificadoras (motivo fútil e meio cruel) em homicídio de grande repercussão na Comarca. Consegue convencer os jurados a reconhecer, ainda, um furto qualificado praticado pelo réu após o homicídio. Em suma, consegue ver aprovadas integralmente as teses do Ministério Público para, ao final dos trabalhos, a Justiça aplicar uma pena falsa, de mentira, verdadeiro placebo. 13 anos para o homicídio + 2 anos para o furto. Uma vergonha diante da barbárie que gerou grande comoção no seio social. Lastimável. A família da vítima morreu um pouco mais hoje. Por essas e tantas outras, cresce o descrédito da Justiça no país. Hoje, infelizmente, apesar da brilhante decisão dos jurados, perdeu a sociedade de Divinópolis, por obra da Justiça. E os homicídios crescendo….. Falta de respostas eficientes? Com a palavra, a Justiça!
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