A defesa insistiu na ausência de provas contundentes que ligasse Bola diretamente à morte de Eliza. Mesmo assim os jurados entenderam que o ex-policial é responsável direto pelo ato que deu fim a vida de Eliza.
O promotor usou na sua acusação o depoimento de Jorge Lisboa, que confessou ter visto parte do crime e viu o que seria a mão de Eliza Samudio em uma sacola preta que Bola carregava.
Por várias vezes, o debate entre acusação e defesa deixou o mérito do julgamento de lado e se tornou uma troca de ofensas. Os termos “canalha, prostitua escarlate, e vagabundo” foram bastante explorados por ambas as partes, além de termos pejorativos. Enquanto o promotor explorou o fato de o advogado de defesa já ter sido suspenso pela OAB por uso de crack, Ércio Quaresma se referiu à vaidade e jovialidade do acusador, dizendo que ele usa “gomalina no cabelo” e que ele teria feito aulas de teatro, chegando até a imitar o seu sotaque.
O promotor não desperdiçou as oportunidades de vincular o caso a uma trama de novela, chegando a relacionar os diversos nomes e apelidos do réu, como Bola, Paulista ou Neném, com a personagem Wanda, Marta ou Djanira, da novela Salve Jorge, da Rede Globo.
O advogado Ércio Quaresma, que acusou o interesse do Ministério Público, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais nos holofotes da mídia, informou que está feliz com o resultado e que foi feita justiça, mas que irá recorrer da decisão.
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