Em um segundo mandato (caso de Divinópolis) quem sai perdendo de fato é o vereador cooptado. O chefe do executivo já nada mais tem a perder. Pelo contrário, em épocas de vacas magras ele procura pelo endividamento como tábua de salvação, pagando em dia, por exemplo, os salários dos servidores. Para isso usa artifícios variados, como o de enviar projetos de lei buscando por financiamentos no setor público que passem por justificáveis (caso de recursos para obras do Centro Administrativo) mas que na verdade e no final das contas encontram outras destinações.
Um bom Legislativo tem na sensatez a prática e faz por valorizar o equilíbrio de forças. Até para garantir-se. E para essa finalidade tem de buscar como alavanca as forças de oposição. Um placar elástico nas votações é suspeito; um jogo equilibrado não suscita a idéia de cartas marcadas. Isto quer dizer que as oposições são altamente necessárias no sistema de representação política.
Há de ser lembrado também que os estrategistas oficiais estão o tempo inteiro debruçados sob os escombros das casas legislativas. Eles dependem dos seus fracassos, como se isso lhes trouxesse vitórias. Precisam desesperadamente de usá-los como alimento para suas feras interiores.
Isto posto, requer que o vereador na sua faina diuturna com vistas ao sucesso na política avalie no peso de suas decisões amigas, o imenso desgaste que vai sendo colhido durante o mandato. No final das contas, quando univitelinos, Executivo e Legislativo morrem abraçados.





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