“Tem lingüiça embaixo deste angu”, afirmou vereador de Divinópolis levantando suspeitas de corrupção nos Cartórios de Registros de Imóveis

Publicado por: suporte


Fica claro que o vereador Marcos Vinicius está enviando recado para alguém e este alguém sabe disto. A notícia de suposta irregularidades envolvendo Cartórios não apenas em Minas, mas em todo Brasil não é nova. E, alguns boatos, claro, não confirmados, e nunca serão, exceto se houver investigação por parte dos órgãos competentes, já surgiram a respeito também do cartório divinopolitano.

O experiente vereador por dois mandatos, já foi presidente da Câmara e cândida a prefeito de Divinópolis, não tem nada de inocente é sim uma grande raposa felpuda. Por isso se ancorou em um documento de um Procurador e fez a denuncia de que os cartórios financiam campanhas políticas, obviamente, por fora, nada registrado licitamente, com o objetivo de manter o feudo. E bombasticamente diz “Não seria nada absurdo de se pensar EM UMA INTERVENÇÃO”.

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O vereador Marcos Vinicius nesta atual legislatura da Câmara é o único que domina profundamente a oratória e o jogo de palavras. Tem a capacidade de dizer sem dizer e não dizer dizendo. O seu domínio de “palco” foge e muito à normalidade. Faz uma interpretação teatral dos fatos em seus pronunciamentos. Tanto com as palavras, quanto com o gestual corporal.

O editor do Divinews na tarde desta última sexta-feira procurou o proprietário do Cartório de Registro de Imóveis em seu local de trabalho, contudo, mesmo com fortes evidências de que ele se encontrava, sua funcionária informou que ele não estava e posteriormente não houve nenhum retorno.

Quero mais uma vez falar sobre a questão do Cartório de Registro de Imóveis. Amanhã eu vou estar mais uma vez com o Juiz de Direito, que é referencia na magistratura mineira, responsável pela Vara da Infância e da Juventude e também titular pela Vara de Execuções Penais, Dr. Francisco de Assis Correa, que e é também o diretor do Foro da Comarca de Divinópolis.

Já estive com o Dr. Francisco algumas vezes tratando deste assunto de forma extra-oficial, mas amanhã eu o farei de forma oficial, levando a ele as várias informações que temos que são traduzidas pelas denuncias, pela reclamações, pelo inconformismo demonstrado pela população divinopolitana.

Eu volto a dizer que não me movo pelo denuncismos, a minha vida pública fala por mim. A população divinopolitana nos conhece, pelo respeito, por aquilo que é sério.

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Então eu digo o meu absoluto respeito ao senhor Mauro, aos funcionários do Cartório de Registro de Imóveis em Divinópolis, mas, além disso, o meu respeito à população divinopolitana. A esses milhares que nos acompanham agora em seus lares, a esses que estão nesta assistência, a todos que nos ouve, a todos que nos acompanha através da Net Câmara. O nosso respeito.

E em respeito a essa população, que nos colocou aqui novamente é que temos que mostrar resultados, a gente tem que trabalhar cumprindo aquilo que é nossa atribuição constitucional e que somos pagos para isto.

E, portanto, senhor presidente, cada vez mais que eu me aprofundo no estudo, que algumas coisas estranhas, nada republicanas estão acontecendo e cada vez que eu me aprofundo nos levantamentos eu me convenço cada vez mais que há algo por trás, parece que tem caroço por baixo deste angu.

A cada levantamento que a gente faz, a gente se surpreende. Não seria nada assim de extraordinário, não seria nada de abusivo, não seria nada de, a gente já pensar até em intervenção. A GENTE JÁ PENSAR ATÉ EM INTERVENÇÃO.

Os documentos que nós temos em mãos já nos leva neste rastro de raciocínio, e muito alem disso senhor presidente. Eu vejo aqui que há uma caixa preta. Falta transparência, o que se arrecada com esses cartórios? Quem é que faz o acompanhamento? Quem faz a fiscalização? A quem é prestado contas?

Eu recebo aqui em minhas mãos da lavra do notável Procurador Edmundo Antonio Dias Neto Junior, que trás um sentimento semelhante ao que nutrimos. Eu faço a leitura de apenas um pequeno trecho: “Alguma perplexidade deve nos assolar, quando lemos da ata de um debate legislativo um parlamentar dizer ao defender o numero de cartório de Minas , que é preciso que se acabe com essa caixinha que patrocina até parlamentares para criar e manter esse feudo que há mais de quarenta anos é da mesma forma. O Diário Oficial de Minas Gerais ao trazer a íntegra da discussão veio revelar homens de bem no parlamento mineiro. Em sua fala, o deputado estadual do PSDB, que até então eu desconhecia, diz o Procurador da República, sustentou que futuramente os cartórios terão que ser desregulamentado para todos eles poderem prestar o mesmo serviço a fim de que a população possa se beneficiar da concorrência . O que não podemos aceitar que em Minas Gerais cartórios faturem, pasmem os senhores, acima de R$ 500 mil reais por mês, àquela época enquanto há um teto salarial. E diz ainda o texto, o artigo da lavra do Procurado Geral da República diz ainda: o deputado Adalclever Lopes, do PMDB, sucedendo a tribuna um outro parlamentar, que havia encaminhando favoravelmente uma proposição de interesse dos cartórios, disse o seguinte: desculpe minha sinceridade de dizer ao deputado que encaminho em favor e aos outros que querem votar a favor, debaixo deste angu tem caroço, tem lingüiça embaixo deste tutu (acrescentado pelo vereador). Isto aqui era para proteger os donos milionários de cartórios. Está é a grande verdade, não há nada disso. Há seis anos discutimos e sempre os milionários magnatas dos cartórios compram a maioria. Essa é uma denuncia feita aqui neste microfone e não se vota nada, esta é a grande verdade” finalizou Marcos a leitura do Procurador Geral.

O vereador afirmou ainda que vai agendar com a Corregedoria do Tribunal de Contas de Minas Gerais e junto a Assembléia Legislativa de Minas Gerais

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