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O trabalho policial realizado nessa quinta-feira é um desdobramento da própria Máscaras da Sanidade, que desmontou um esquema de fraudes em licitações. Patrocinado por um grupo de empresas supostamente controlado por Evandro Leite Garcia e sua família, o esquema resultou, segundo as investigações, em desvios de recursos públicos de R$ 100 milhões, por meio de fraudes em licitações envolvendo 37 prefeituras (35 do Norte de Minas e duas do Vale do Jequitinhonha). Na ocasião, 16 pessoas foram detidas.
Continua depois da publicidade Evandro, a mulher dele e Elizângela continuam recolhidos no presídio regional de Montes Claros, para onde foi levado ontem o engenheiro Caldeira, depois de ser detido na casa dele, em Olhos D´Água. De acordo com as investigações, foi montado no município esquema de fraudes em licitações e de simulação de pagamento a empreiteiras de serviços, que, na verdade, eram executados pela própria prefeitura, nos moldes dos casos apurados na Máscaras da Sanidade. Foram apontadas irregularidades em obras como pavimentação de ruas, calçamento, construção de meio-fio e de calçadas. Segundo o delegado Thiago Garcia Amorim, da delegacia da PF em Montes Claros, o Caldeira assinava laudos falsos, que eram usados para “esquentar” as licitações fraudulentas e os pagamentos. “Ele emitia boletins falsos atestando que os serviços estavam sendo executados pela empresa envolvida”, explicou o delegado. Ainda de acordo com Thiago Amorim, os envolvidos vão responder a inquéritos pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, peculato, desvio de recursos públicos e fraudes em procedimentos licitatórios. Eles poderão pegar penas de até 25 anos de reclusão. |





