Cachoeira volta à prisão

Publicado por: suporte

Outros membros da quadrilha de Cachoeira também foram sentenciados; Wladmir Garcêz, braço direito e interlocutor com a Delta, 7 anos; o sargento do Exército e araponga do grupo, Idalberto Matias, o Dadá, 19 anos e 3 meses; José Olímpio de Queiroga Neto, operador do esquema de jogos, 23 anos e 4 meses; Raimundo Washington de Sousa Queiroga, também operador de jogos, 12 anos e 8 meses; Gleyb Ferreira da Cruz, interlocutor com autoridades policiais, 7 anos e 8 meses; Lenine Araújo, chefe do esquema de jogos, 24 anos e 4 meses; Geovane Pereira da Silva, contador do bando, 13 anos e 4 meses.

O processo julgado por Alderico foi finalizado em 19 de novembro, com a entrega das alegações finais da defesa de Cachoeira. No processo, o Ministério Público Federal (MPF) pedia a condenação do bicheiro e mais de 80 anos de detenção. As primeiras informações indicam que Alderico inocentou Cachoeira de algumas imputações.

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O teor da sentença, de 500 páginas, será divulgado ainda nesta sexta-feira. Na mesma vara federal, Cachoeira responde a outro processo por contrabando e descaminho de peças para máquinas caça-níquel. Na ação, o MPF voltou a pedir a prisão do bicheiro, o que foi decidido por Alderico nos autos principais referentes à Monte Carlo.

A Operação Monte Carlo foi deflagrada no último dia 29 de fevereiro após escutas telefônicas do MPF e da PF revelarem uma ampla rede de exploração ilegal de jogos e de corrupção de agentes públicos. As escutas escancararam a proximidade de Cachoeira com o então senador do DEM Demóstenes Torres, que acabou sendo cassado pelo Senado.

O processo da Monte Carlo também culminou na criação da CPI do Cachoeira, cujo relatório final (que deve ser votado na próxima terça-feira, 11) pede o indiciamento de várias autoridades políticas, jornalistas e empresários, além dos membros da quadrilha.

Cachoeira ficou preso por 296 dias, primeiro no presídio de segurança máxima de Mossoró (RN), depois no presídio da Papuda, em Brasília. Ele foi libertado no dia último dia 20 de novembro, após a condenação definitiva ao regime semi-aberto pela Justiça do Distrito Federal decorrente do processo da Operação Saint Michel, que investigava fraude no sistema de bilhetagem do transporte coletivo de Brasília.

Sobre a prisão preventiva decorrente da Operação Monte Carlo (a mesma que o leva de volta à cadeia agora), um habeas-corpus do Tribunal Regional Federal da 1ª Região já havia determinado a soltura do contraventor.

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