O vídeo foi divulgado no final de semana, publicado no site da revista “Época”.
Conforme relato do juiz, as imagens mostram “uma senhora sentada que aparenta estar repassando dinheiro a pessoas. As pessoas se referem a carroças”. A mulher seria intermediária do deputado tucano.
O vídeo é a principal peça da ação movida pela campanha da prefeita Maria do Carmo Lara (PT), que tenta a reeleição. O PT aponta compra de voto e abuso do poder econômico pelo candidato do PSDB.
“A gravação não pode ser tida como ilícita, pois foi realizada em ambiente com grande número de pessoas, inclusive, em local tumultuado e às portas abertas, conforme se verifica da gravação”, escreveu o juiz.
Além de validar o vídeo como prova, o que era contestado pela campanha do PSDB, a Justiça Eleitoral determinou busca e apreensão de contratos no comitê do candidato.
Um homem que aparece dentro de um carro entregando um pacote à mulher, a mesma que supostamente fez os pagamentos aos carroceiros, é apontado no vídeo como sendo o próprio candidato tucano.
A propriedade do carro em que o homem ocupa também está sob investigação da Justiça. Esse é um dos motivos das apreensões dos contratos da campanha requeridos pelo juiz.
OUTRO LADO
A assessoria da campanha do PSDB informou, em nota, que “entregou todos os documentos necessários ao trabalho da Justiça”, mas que Carlaile não havia sido intimado a se defender até a noite desta terça-feira (18).
A nota diz que a ação apresentada pelo PT é “leviana” porque “acusa Carlaile de compra de votos”.
“Para sustentar sua covarde acusação, o PT apresenta um vídeo forjado por militantes petistas. Esse vídeo, em que aparecem arapongas contratados pelo PT, já se encontra sob perícia técnica contratada pela coligação”, diz a nota.





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