Tarabal disse que a sede regional do programa “Hiperdia” fica no município de Santo Antônio do Monte e que para as cidades tenham acesso ao programa é preciso que a prefeitura cadastre todas as pessoas que se enquadre nesta categoria.
Contudo, segundo o médico, “depois de dois anos até agora a prefeitura, via SEMUSA não se movimentou no sentido de fazer este cadastramento”.
“ O programa oferece tudo de graça pelo SUS, consultas com cardiologistas, endocrinologistas, nutricionistas e exames especializados, como eletrocardiograma de esteira, halter, eco-cardiograma, entre outros – São dezenas por mês que Divinópolis vem perdendo há mais de dois anos”, disse Jorge.
Tarabal continua: “O sobrecarregamento da saúde como um todo, principalmente nos PSF e posto de saúde é a conseqüência da não aplicação do programa – E, ha anos que foi feito um treinamento para fazer o cadastramento, com curso de capacitação e a coisa parou – A cobertura de Divinópolis para os casos de hipertensos e diabéticos é mínima – Se fosse feito muitas mortes por infartos e derrames poderiam ser evitados”, concluiu.
A assessora de imprensa da saúde, Katiuscia Freitas, disse que o cadastramento está sendo realizado em todos os postos de saúde, e que os grupos de riscos tem se encontrado. “Quando o paciente procura os postos de saúde, e, é detectado que ele pertence é hipertenso ou tem diabetes, ele é imediatamente cadastrado”, afirmou Katiuscia.
Tarabal em resposta à assessora de imprensa, explicou que o governo pode ter até começado a fazer o cadastramento, mas está muito longe ainda de ser aceito no programa “Hiperdia”, é preciso ter um determinado número de cadastrado para ter direito a realizar as consultas e os exames de graça pelo SUS. Enfim, disse o médico: “Não procede o que ela falou – Estamos falando não apenas de inicio de cadastro, mas que o usuário tenha direito gratuitamente de usar todas as facilidades do programa Hiperdia”, contrapôs Jorge.
Além do cadastro, o Sitema permite o acompanhamento, a garantia do recebimento dos medicamentos prescritos, ao mesmo tempo que, a médio prazo, poderá ser definido o perfil epidemiológico desta população, e o conseqüente desencadeamento de estratégias de saúde pública que levarão à modificação do quadro atual, a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas e a redução do custo social.
Outras informações sobre “Hiperdia”
Foi realizada uma pesquisa com pacientes cadastrados no Programa Hiperdia nos dias de atendimento no PSF IV, na cidade de Barreiras-BA. A pesquisa foi de caráter quantitativo, descritivo e exploratório, onde participaram 29 pacientes, realizado através de questionário fechado onde chegou aos resultados: sexo feminino (68,97%); idade superior a 50 anos (79,31%); casado (68,97%); ensino fundamental incompleto (48,28%); e analfabetos (44,82%). Os entrevistados por terem, em sua maioria, freqüência constante PSF para o acompanhamento e tratamento do DM e/ou HAS (72,41%), seguindo orientações da equipe multiprofissional, praticam algum tipo de atividade física (55,17%) e fazem acompanhamento regula no programa hiperdia (79,31%). Já no tocante a satisfação dos pacientes com o programa hiperdia (86,20%) concordam ser um bom programa; a maioria dos usuários afirmam ser bom o nível de satisfação com o enfermeiro responsável pelo programa hiperdia aqui apresentados. Com a análise dos dados dessa pesquisa foi possível constatar que os objetivos foram alcançados e a Hipótese foi confirmada. Palavras-chave: Enfermagem, Programa Hiperdia, Diabete Mellitus, Hipertensão.
As doenças cardiovasculares constituem a principal causa de morbi-mortalidade na população brasileira, segundo Silva et al., (2008), a HAS e o DM representam um dos principais fatores de risco para o agravamento desse cenário, por estar relacionada ao surgimento de outras doenças crônicas não transmissíveis, que trazem repercussões negativas para a qualidade de vida.
Segundo Montenegro e Franco (2003), a hipertensão arterial, mais popularmente chamada de “pressão alta”, está relacionada com a força que o coração tem que fazer para impulsionar o sangue para o corpo todo. No entanto, para ser considerado hipertenso, é preciso que a pressão arterial além de mais alta que o normal, permaneça elevado. Assim, é necessário fazer um controle maior, medindo freqüentemente os níveis da pressão arterial. Apenas quando ela permanecer alta, sem importar com a hora, o dia ou o tipo de atividade desenvolvida, é preocupante e deve-se ter um controle continuo.
Brito e Volp (2008), afirmam que, Diabete mellitus é o nome de um respectivo grupo de disfunções crônicas que interrompe o modo com que o organismo aproveita os alimentos para fabricar a energia necessária para a vida, o qual é uma modificação no metabolismo dos carboidratos (açúcar e amido), que também altera lipídeos e proteínas. Sendo assim, há duas formas principais de diabete (Tipo 1 e Tipo 2), bem como estados de intolerância à glicose, diabete gestacional e diabete causada por doenças pancreáticas.
Esta doença é muito comum em todo o mundo, atinge jovens, adultos e idosos, pessoas de ambos os sexos, de todas as raças e de qualquer padrão social. A hipertensão é uma doença que não tem cura, mas pode, através de tratamento, manter controlados os níveis da pressão arterial (MONTENEGRO; FRANCO, 2003).
Independente do tipo de diabete, o controle metabólico sob os cuidados de um médico, é essencial para a saúde. É importante que os diabéticos aprendam o máximo possível sobre suas doenças, podendo assim controlarem o nível de glicemia sanguínea, mudando seu estilo de vida (BRITO; VOLP, 2008).
Algumas das complicações mais frequentes decorrentes dessas patologias são: o infarto agudo do miocárdio, o acidente vascular cerebral, a insuficiência renal crônica, a insuficiência cardíaca, as amputações de pés e pernas, a cegueira definitiva, os abortos e as mortes pré-natais (BRASIL, 2003).
Segundo Brito e Volp (2008), para uma melhor eficácia no tratamento é necessário que pacientes diabéticos tenham o acompanhamento das equipes de saúde regularmente.
Visando um acompanhamento constante, e devido ao aumento dos agravos em pacientes portadores de doenças cardiovasculares, foi criado em 2002, um Plano de Reorganização da Atenção à Hipertensão Arterial e Diabetes mellitus, sendo este, denominado Hiperdia. Este programa objetiva atacar a fundo estes agravos, estabelecendo metas e diretrizes para ampliar ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e controle dessas patologias, através da reorganização do trabalho de atenção à saúde, das unidades da rede básica dos Serviços de Saúde/Sistema Único de Saúde (SUS) (BRASIL, 2003).
O presente estudo trata-se da importância do Hiperdia na redução dos agravos em pacientes cadastrados no PSF-IV, do município de Barreiras-Ba, e a significância do profissional enfermeiro neste programa.
Diante das abordagens sobre os problemas de diabetes e hipertensão, referindo-se às responsabilidades dos profissionais de saúde, e em relação ao Hiperdia no Brasil, questiona-se a importância do programa Hiperdia na redução dos problemas de saúde nos pacientes portadores de diabetes melittus e/ou Hipertensão Arterial, e a relação do profissional enfermeiro da unidade de saúde com esse programa.
Este estudo tem como objetivo principal identificar a importância do programa Hiperdia na redução dos problemas de Saúde nos pacientes portadores de DM e HAS, bem como a relação do enfermeiro atuante no PSF IV com esse programa. Para isso, buscou-se: descrever o perfil epidemiológico dos pacientes cadastrados e atendidos no PSF; investigar a freqüência com a qual os pacientes fazem o acompanhamento na unidade básica de saúde; observar os fatores tais como idade, sexo e sedentarismo; entender as relações entre profissional de enfermagem e os pacientes com problemas cardiovasculares, validar o bom funcionamento do Hiperdia de acordo com seus preceitos, demonstrando a importância da atuação do profissional enfermeiro no PSF.
Após inúmeras leituras e estudo sobre o tema levantou-se à hipótese de que o Hiperdia tem um papel importante, na redução dos possíveis agravos aos pacientes acometidos pelo DM e HAS, ao atuar na prevenção e controle dessa patologias, e que a relação do enfermeiro da PSF com os pacientes cadastrados, irá de maneira expressiva, melhorar o funcionamento deste programa, pois o enfermeiro é o profissional responsável por planejar, implantar, coordenar e avaliar a eficácia do Hiperdia.
Considerando os dados pesquisados, enquanto acadêmico de enfermagem, e devido aos altos índices de hipertensos e diabéticos que freqüentam as unidades de saúde, surgiu o interesse de pesquisar sobre esta problemática, tendo em vista que em breve, como futuro profissional da área da saúde terei a responsabilidade de desenvolver ações de prevenção que sejam eficazes e que venham a produzir algum impacto na melhoria do projeto Hiperdia.
Para a total efetivação desse trabalho, realizou-se um estudo exploratório-descritivo e quantitativo através de um questionário, realizado com os pacientes portadores de patologias cardiovasculares cadastrados no programa Hiperdia do PSF IV.
A solicitação de autorização para coleta de dados foi entregue ao enfermeiro responsável pelo PSF-IV, o qual continha o proposto tema da pesquisa e os sujeitos da pesquisa. A coleta de dados realizou-se por meio de um questionário estruturado pelo próprio pesquisador sendo respondido por afirmações.
O questionário foi respondido pelos pacientes cadastrados no programa Hiperdia do PSF-IV. Este instrumento era composto por onze questões fechadas, que destinou-se a verificação da redução ou não dos agravos nos pacientes diabéticos e/ou hipertensos cadastrados no programa Hiperdia; e a análise da relação dos enfermeiros com esse programa.
A coleta dos foi efetuada no PSF- IV no CAIC localizado na Rua Horto Florestal s/n, Bairro Cascalheira na cidade de Barreiras-Ba entre o dia 05 a 16 de outubro de 2009, nos dias de atendimento do Programa Hiperdia. O numero total de pacientes cadastrados no Hiperdia são um total de 212 pacientes dos quais foram pesquisado 29 chegou-se a esse numero de amostra por que foi a quantidade indivíduos que compareceram no PSF nos dias de atendimentos do programa.
Durante a aplicação do questionário foi solucionado todas as duvidas levantadas pelos sujeitos pesquisados. Dentre as várias técnicas propostas para análise de dados, optou-se pela utilização da análise de estatística de conteúdo das respostas do questionário que será realizada.
Os indivíduos que fizeram parte da pesquisa não sofreram danos. Pelo contrário, poderão ser beneficiados com a reflexão sobre a realidade dos problemas de diabetes e hipertensão. Os benefícios serão traduzidos em conhecimentos para a população estudada e logo após serão divulgados os dados.
Dado que os sujeitos do estudo são seres humanos deve obedecer ao previsto na Resolução 196/96 do Ministério da Saúde do Brasil submetendo à análise e julgamento do Comitê de Ética em pesquisa com Seres Humanos da Faculdade São Francisco de Barreiras (FASB), que é reconhecido pelo Conselho Nacional de Pesquisa com Seres Humanos (CONEP) Sendo apresentado por meio de seu envio de uma carta de encaminhamento à presidência juntamente com Folha de Rosto padronizada para tal.
Pretendendo com este estudo, demonstrar que a enfermagem em conjunto com a equipe multiprofissional de saúde atua na provisão, manutenção, e preparo psicológico do paciente, tendo em vista que à prevenção dos problemas de hipertensão e diabetes nos pacientes portadores dessas patologias, para se ter uma sociedade saudável.
Na busca de informações bibliográficas foram realizadas leituras exploratórias, analíticas, descritiva e dedutiva. Sendo utilizadas as seguintes fontes: Acervo bibliográfico particular, biblioteca Antônia Balbino de Carvalho Filho- (Biblioteca da FASB) e pesquisa na internet em sites relacionados ao tema, ou seja, bibliotecas eletrônicas.
O programa Hiperdia da unidade de saúde da família, PSF-IV, da cidade de Barreiras-Ba atende a 212 pacientes, dos quais 34 são hipertensos e diabéticos, 2 são apenas diabéticos e os 176 restantes são apenas portadores de hipertensão Arterial Sistêmica.
A pesquisa de campo foi realizada no PSF-IV no CAIC localizado Rua Horto Florestal s/n, Bairro Cascalheira na cidade de Barreiras–Ba entre os dias 05 a 16 de outubro de 2009. A pesquisa foi desenvolvida em duas etapas: a primeira foi elaborada um levantamento dos dados do pacientes e a segunda etapa por meio de aplicação do questionário, ao qual foi respondido por 29 pacientes cadastrados no programa Hiperdia o qual corresponde a 13,67% do numero de pacientes aptos p/ essa pesquisa, como a Tabela abaixo.






