| Correria na Câmara Continua depois da publicidade Administrada por uma cultura de antigos vícios, a Câmara Municipal de Divinópolis deverá sofrer o seu maior abalo durante este quadriênio. O motivo? Falsificação de portarias e concussão. O objetivo? Apostilamentos. E por apostilamento entenda-se estabilidade no cargo que exerceu durante os últimos dez anos. Ou seja: se em algum momento for rebaixado de função, o servidor continuará recebendo o salário mais alto que percebia no ápice da carreira. Mas aqui se trata de ‘reapostilamento’. Significa que os apostilados que subiram de posto (mesmo sem os 10 anos de carência) desejam aprumar ainda mais no pau de sebo. Em Divinópolis, ainda que o funcionário não seja concursado – nesse particular todos conhecem o episódio do ‘coveiro mais bem pago do mundo, Valdir Pilinha’, parece não vigorar a Lei, confundida com fugidias súmulas do Supremo – Nota: os tribunais superiores podem interpretar a Constituição, mas não modificá-la em causas pétreas. A Constituição de 1988 manda que os não concursados e que não tenham ocupado o cargo no período exigido, sejam tratados como servidores residuais. Ou seja, sem estabilidade e sem direitos aos salários top de linha. Com a mordomia em seus últimos estertores, funcionários da Câmara Municipal de Divinópolis, comandados pela diretora do Legislativo, Vanícia Rocha, se empenharam em conseguir o reapostilamento a qualquer custo. E para isso foram alteradas portarias, (à revelia da Controladoria Geral da Câmara) e passaram por cima da Constituição Federal. O presidente, Pastor Paulo César, vítima de seus próprios funcionários, assinou as portarias fraudadas. Se aparentemente estava tudo legal… Continua depois da publicidade Ao presidente não resta alternativa, senão destituir a funcionária da função de diretora e abrir processo criminal contra os envolvidos. Impossível terminar em pizza. Os vereadores que se solidarizarem com a fraude estarão cavando a própria sepultura política. PS. As últimas notícias dão conta de que a citada funcionária percorria na tarde de hoje (13/06) as diversas repartições da Câmara recolhendo os históricos dos candidatos ao reapostilamento – aliás, figura jurídica inexistente na Constituição Federal. Mais uma vez foi maracutaia descoberta e denunciada pela vereadora Heloísa Cerri. A lista de Shindler Freqüentadores, (incluindo várias senhoras) da Câmara Municipal, juntamente com jornalistas que cobrem o Legislativo, se sentiram moralmente ofendidos pela diretora da Câmara Municipal, Vanícia Rocha. Em entrevista à Rádio Minas a funcionária classificou-os de ‘desocupados’, e o local, como ‘ponto de encontro’. Coincidentemente Vanícia vem a ser a mesma protagonista do episódio narrado na matéria anterior e dá mostras de seu autoritarismo, quando em consonância com colegas de um dos grupos que ocupam cargos de confiança no Executivo, estende o predomínio sobre vereadores e autoridades aos quais deveria servir. É também notória perseguidora de funcionários terceirizados ou integrantes da cota de vereadores. Entende-se a sua preocupação com os ‘desocupados’ que frequentam a Câmara: eles são testemunhas permanentes dela e de seu grupo saindo com frequência, abandonando os postos de trabalho para fazer compras, ginástica, consultas médicas, no encantado labor da dolce vitta. E são testemunhas igualmente, de carro da TV Câmara levando e trazendo o filho da funcionária às aulas do Grupo Joaquim Nabuco. No mínimo ela falou de corda em casa de enforcado. Todos nós precisamos de alguém que um dia nos salve a vida, ou nos tire das dificuldades, um Oskar Shindler talvez: os desocupados e os corruptos.
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