Quando um prefeito é eleito ele pode nomear “x” cargos de confiança, dentre eles os secretários. As pessoas a serem nomeadas tanto podem ser servidores que exercem funções distintas, quanto podem ser quaisquer outros cidadãos. Quando há a troca de prefeitos, de quatro em quatro anos, há, também, troca de pessoal em toda a prefeitura.
O apostilamento só é feito após oito anos de trabalho no mesmo cargo. Sendo assim, os servidores de cargo comissionado têm participação política ativa, uma vez que, com a mudança de governo corre o risco de perder ou cair de posto. Porém os prefeitos, nem sempre, alteram todos os cargos. Um ou outro acaba permanecendo.
Com isso muita gente consegue se apostilar em cargos de salários elevados, quando, na verdade, seu cargo inicial tem renda relativamente baixa. Um bom exemplo a ser citado é do coveiro conhecido como “Pilinha”, que atualmente recebe em torno de 19 mil reais mensais da prefeitura, ou seja, seu salário é consideravelmente maior que o do próprio prefeito, Vladimir Azevedo.
Isso acontece porque quando o servidor iniciou seu trabalho na prefeitura era coveiro. Passado o tempo foi designado, como cargo comissionado, para outro posto, de maior salário, permanecendo no mesmo durante os anos necessários para o apostilamento. Certo tempo depois, o governo mudou e ele voltou a ser coveiro, mas não teve nenhuma queda salarial. Além do salário deve receber ainda qüinqüênio, gratificação, hora extra, dentre outras regalias.
Na câmara municipal acontece a mesma coisa, o que explica os maiores salários não serem dos vereadores, mas, sim, de outros funcionários, os quais passaram pelo mesmo processo.
Se nenhuma providência for tomada, como os salários são vitalícios, passam dos servidores para os herdeiros. Daqui a alguns anos, se é que já não está acontecendo. Nenhum município vai agüentar. Vai literalmente quebrar. E adivinhe quem vai pagar a conta dos municípios quebrados. Acertou quem respondeu: os cidadão contribuintes, não os sonegadores.






