Vereadores votam projeto da Reforma Administrativa e dos vales-transporte na surdina

Publicado por: suporte

Na tarde dessa quinta-feira (12) os vereadores votaram duas importantes proposições na Reunião Ordinária. De forma especial ganhou destaque o projeto da reforma administrativa do Executivo. A imprensa, no entanto não foi informada de que as propostas entrariam na pauta da ordem do dia.

Pela manhã, o Divinews recebeu através de e-mail a pauta da Câmara na qual não constavam projetos para votação. Mas, não se sabe por que “cargas d’água”, nos últimos minutos antes da Reunião Ordinária, os projetos da Reforma Administrativa da Prefeitura e o projeto que reverte o pagamento do transporte do servidor público municipal em pecúnia foram votados e aprovados.

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Há que se pensar no motivo da falta de informação aos veículos que se prestam a esse serviço que é de utilidade pública. Talvez mera falta de consideração e compromisso ou até mesmo um possível jogo de interesses.

A reportagem do Divinews teve acesso a várias versões. Foi dito que o vereador Edson Sousa (PDT) avisou que não estaria presente na reunião e pela necessidade de sua presença os projetos não entraram em pauta e somente de última hora ele pôde comparecer.

Também disseram que as propostas não estavam assinadas pelos pareceristas e o parlamentar Anderson Saleme (PR), líder do executivo, se prontificou e conseguiu as assinaturas, também no último momento. Ou ainda pode-se escolher a versão de que o presidente da Casa, vereador Edmar Rodrigues (PRTB), estava viajando e só chegou na hora da reunião, por isso não teria levantado as pautas antes.

Edson Sousa afirmou que todas as versões têm uma pitada de verdade. Mas que foi à reunião, participou dela e vendo que não havia projetos pediu permissão para acompanhar um enterro. Quando soube da entrada em regime de urgência das propostas ele retornou à Câmara para a votação.

Quanto ao caso do vereador Anderson, que teria ”feito de tudo” para que os projetos fossem votados, o mesmo informou que já estaria rumo a Belo Horizonte para uma reunião, quando recebeu um telefonema dizendo que as proposições estariam aptas a serem votadas, já com os pareceres exauridos. O vereador retornou à Casa do Legislativo e ajudou a colher as assinaturas para a inclusão na pauta da ordem do dia.

Tudo parece ter acontecido de última hora. Seja por qual motivo for, foi anunciado que, naquela reunião, nada seria votado. O que deveria ser mantido como forma de respeito aos jornalistas e à população, que tem o direito de acompanhar as votações se acharem conveniente. Há que se pontuar também que as inclusões na ordem do dia são procedimentos comuns em uma reunião ordinária.

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Mas tantas coincidências podem apontar para uma versão que ninguém apontou. Quem sabe a intenção fosse mesmo manter os veículos de comunicação longe da Casa Legislativa, para que assim pudessem votar os projetos sem nenhuma interferência.

Quando questionado sobre tal possibilidade, Edson afirma que trata-se de uma manobra política amparada pelo regimento interno. “O governo escalou sua infantaria” diz ele, que também assegura não entender o por quê. “A reforma faz parte de uma política de governo não entendi esse ‘afoitamento’, ela seria aprovada de todo jeito”. O parlamentar conta que a reforma poderia ser apenas melhorada.

Em reuniões anteriores, o vereador Edson Sousa havia feito alguns questionamentos quanto ao projeto da Reforma, mas, ao final da história todos votaram favoráveis às duas propostas. O presidente da Câmara Edmar Rodrigues foi procurado para falar do assunto, mas não foi encontrado.

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