A Secretaria Municipal de Saúde está em alerta em razão de dois casos de hantavirose em Divinópolis somente nos últimos 20 dias. O primeiro caso, já confirmado por exames laboratoriais da Fundação Ezequiel Dias, aconteceu há cerca de 20 dias e a vítima foi um gari, de 26 anos. O nome do paciente continua mantido sob sigilo, já que ele permanece internado no hospital São João de Deus. A assessoria de imprensa do hospital informou ao Divinews.com nesta quarta-feira (12) que o gari já deixou o Centro de Tratamento Intensivo e se recupera em um quarto do hospital. Informou ainda que seu estado de saúde é bom.
Já o segundo caso ainda não foi confirmado. Os sintomas são os mesmos da hantavirose. O homem, de 52 anos, foi atendido no Pronto-Socorro Regional no início desta semana, com todos os sintomas da doença. Em razão da gravidade do quadro, ele foi encaminhado para o Hospital São João de Deus e internado às pressas no Centro de Tratamento Intensivo. De acordo com a assessoria de imprensa do Hospital, o quadro do paciente é muito grave. Informou ainda que o material já foi coletado e enviado para análise na Fundação Ezequiel Dias.
O QUE É A HANTAVIROSE – É uma doença provocada pelo hantavírus encontrado em ratos silvestres. Esses ratos vivem nas áreas rurais, onde foram registrados os casos da doença. Ela apresenta três sintomas: febre acima de 38 graus, dores musculares e dificuldade de respirar.
A hantavirose é transmitida por ratos silvestres. Nenhum outro animal, mesmo ratos da cidade, como camundongos e ratazanas, transmite esse vírus. Ela só é transmitida pelo animal. Espirro, tosse, aperto de mão ou qualquer outro contato físico não representam risco de contágio.
A contaminação pode acontecer quando a pessoa respira poeira com restos de fezes, urina ou saliva de ratos contaminados. A transmissão ocorre quando a pessoa freqüenta ambientes fechados onde existem ratos contaminados.
Os maiores riscos estão para os moradores das áreas rurais, agricultores, caçadores, pescadores, pessoas que fazem trilhas, acampam ou freqüentam matas.
A Secretaria Municipal de Saúde está analisando os locais percorridos pelos dois pacientes nos últimos dias para detectar a origem. De acordo com a Secretaria, quem mora nos bairros sem infraestrutura deve adotar providências como não deixar a casa fechada por muito tempo; manter o mato em volta da casa sempre cortado; não deixar madeira, lixo ou folhas acumuladas perto da casa; não comer frutos caídos ou próximos do chão; tapar todas as frestas e buracos por onde o rato possa passar; não deixar restos de ração ou comida ao alcance dos ratos; evitar que o lixo fique espalhado; guardar grãos ou qualquer alimento a uma altura mínima de






