A jovem Nayara Rodrigues, que foi refém de Lindembergue Alves
Ela afirma “taxativamente”, segundo a Polícia Civil, que os tiros ocorreram depois que a porta explodiu. Lindemberg, segundo a versão da Nayara, não deu nenhum tiro por volta das 18h. Ela (que estava no chão, em um colchonete, do lado direito de Eloá), relatou que ouviu uma explosão, teve um susto e ouviu dois tiros e não se lembra de mais nada”, diz o diretor da seccional de Santo André, Luís Carlos dos Santos. “Teria ocorrido um disparo anterior, por volta das 15 ou 16h, para o alto, num ato de nervosismo. A Eloá teve uma crise e ele a controlou, na versão de Nayara”, relatou Santos.
Ele destacou que o inquérito segue na fase de recolhimento de provas e outras duas testemunhas, vizinhos do apartamento, foram ouvidas na terça à noite no 6º Distrito Policial e relataram “um estampido”, como de um tiro, por volta das 18 horas. As versões, conflitantes, agora deverão passar pelo crivo do Instituto de Criminalística, que periciou o apartamento na CDHU Jardim Santo André.
“Quanto à autoria do homicídio, isso não difere
Durante mais de quatro horas de depoimento, Nayara também esclareceu as circunstâncias de seu retorno ao apartamento. Disse ter sido procurada por PMs em sua casa na quinta-feira passada e, mesmo sem o aval dos pais, aceitou voltar ao Conjunto Habitacional do Jardim Santo André – ao contrário do que afirma a PM. Segundo o capitão Adriano Giovaninni, negociador do Gate, Nayara estava acompanhada pela mãe quando foi trazida por uma viatura policial até o prédio, onde recebeu orientações sobre como deveria agir.
Antes da entrevista coletiva da Polícia Civil, Nayara apareceu pela primeira vez, depois de ser libertada do mais longo cárcere privado da história de São Paulo, segurando um bicho de pelúcia. Ela não falou com a imprensa.





