Depois de quatro horas de depoimento, o comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar de São Paulo, coronel José Eduardo Félix de Oliveira, afirmou ter dito ao delegado as mesmas declarações anteriores: “não mudei uma vírgula das minhas declarações. Agora o assunto ficará por conta da perícia e dos laudos policiais”, disse. Perguntado se poderia haver a possibilidade da equipe ter se confundido e interpretado mal o som ouvido antes da explosão da porta, o oficial afirmou que sim.
A polícia alega que invadiu o apartamento onde Lindemberg Alves manteve reféns duas adolescentes por mais de 100 horas apenas após ouvir um disparo do interior do imóvel. “Eu tenho que acreditar na minha equipe. Agora, pode ter ouvido outro barulho e ter se confundido com um disparo? Sim, pode. Mas isso quem vai apurar é a perícia”, disse.
“Não vamos chegar a conclusões precipitadas. Não estou desqualificando a testemunha, ela aparenta ser uma menina responsável e muito segura de si. Agora, antes da explosão, se houve tiro no interior da casa ou fora ou se foi um rojão, o laudo técnico é que vai comprovar. A equipe pode ter confundido, sim, mas a Nayara também.”, afirmou.
Nayara afirmou ontem, segundo a polícia, que não ouviu nenhum disparo de dentro do apartamento antes da invasão da equipe do Gate. “Eu confio plenamente no Gate. Sei que muitas pessoas estão usando da mídia gratuita para fazer propaganda, eu não concordo com isso”, disse o coronel.
DEPOIMENTOS – A Polícia Civil de Santo André ouviu, até as 13h, 23 pessoas no caso do seqüestro de Eloá Cristina Pimentel da Silva, 15 anos, que ficou por 101 horas em poder do ex-namorado, Lindemberg Alves, 22 anos, e morreu após ser baleada na cabeça e na virilha. Desde as 10h30, o comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar,
Por volta das 12h30, dois funcionários do Conselho Tutelar estiveram na delegacia para pedir informações sobre as investigações.
O tenente do Grupo de Ações Táticas Espaciais (Gate) Paulo Sérgio Chiavo, que estava na invasão, vai ser ouvido ainda hoje. Nayara, segundo a polícia, afirmou ontem que Lindemberg não disparou antes da invasão da PM no apartamento.
O coronel reafirmou a versão da polícia e garantiu que a equipe só entrou no local após o disparo. Oliveira criticou a postura de especialistas que criticam a ação dos policiais na imprensa.






