Nayara Rodrigues da Silva, de 15 anos, recebeu alta no começo da tarde desta quarta-feira (22) e presta depoimento à polícia no próprio Centro Hospitalar de Santo André, no ABC paulista. Segundo a diretora do hospital, Rosa Maria Aguiar, a família temia pela segurança da menina se ela fosse levada a uma delegacia e, por isso, resolveu que o depoimento fosse dado na parte administrativa do hospital.
A alta foi dada às 14h30 e o depoimento começou às 15 horas. Nayara é ouvida com o acompanhamento de psicólogos, membros do Conselho Tutelar, pela mãe e o advogado da família, Angelo Carbone. Em entrevista coletiva na frente do hospital, Homero Nepomuceno Duarte, secretário de Saúde de Santo André, afirmou que a presença dos psicólogos é para não permitir que a polícia ultrapasse os limites psicológicos da garota.
Nayara passou por uma cirurgia na manhã nesta quarta-feira, que terminou por volta das 10h40. Um outro aparelho ortodôntico mais simples foi colocado para que a adolescente possa continuar o tratamento
Na manhã desta quarta, a defesa da família de Nayara afirmou que vai entrar com um processo contra o Estado e pedir indenização de pelo menos R$ 2 milhões. O advogado Angelo Carbone afirmou que vai entrar com processo pela vida menina ter sido colocada em perigo, já que a polícia permitiu que ela voltasse ao apartamento
A menina foi mantida refém, junto com a amiga Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, por Lindemberg Alves, de 22 anos, e foi atingida por um disparo no rosto no fim do cárcere privado, que durou mais de 100 horas. Nayara chegou a ser libertada pelo seqüestrador, mas voltou ao apartamento com o objetivo de negociar a libertação da amiga. Eloá, atingida na cabeça e na virilha, teve morte cerebral declarada no sábado, 18, e foi enterrada na manhã de terça-feira.





