Advogado tentou dar o golpe na família de Nayara

Publicado por: suporte

Angelo Carbone Sobrinho se apresentou na quarta-feira, 22, como advogado de Nayara Rodrigues, 15 anos, que foi refém de Lindembergue Alves ao lado de sua amiga Eloá, da mesma idade. Como advogado da menina, Angelo Carbone entrou com ação indenizatória de R$ 2 milhões contra o Estado. O dinheiro seria para pagar as despesas do tratamento médico da adolescente e danos morais causados pela “falta de preparo” da PM, durante as 100 horas de seqüestro, que acabou tragicamente com a morte de Eloá. Tudo parecia acertado, até a mãe de Nayara, Andréia Rodrigues Araújo, negar a contratação de Angelo Carbone. “Ele foi sugerido por um produtor da Record, mas nunca chegamos a entrar em acordo”, disse ela, assim que a filha encerrou o depoimento à polícia no hospital. Procurada, a emissora nega a informação, por meio de seu assessor de Imprensa.

Às três horas da tarde, Angelo Carbone organizou uma entrevista coletiva no Centro Hospitalar Municipal de Santo André e se apresentou como porta-voz da família. Tinha até dois assessores, que ajudaram a organizar as entrevistas. Foi além: acompanhou o depoimento da menina.

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Com a ação indenizatória nas mãos, criticava a polícia. “É uma menina de 15 anos. O governo do Estado não zelou pela integridade dela. A polícia nem sequer sabia onde o bandido estava dormindo e houve uma série de falhas em toda a operação”, criticou o advogado, em entrevista à Agência Estado.

O advogado alega, na ação, que a garota perderá dias de aula, deixará de sair para atividades de lazer com as amigas e não poderá praticar esporte. Sobrinho também ressalta o fato de que Nayara terá de ser submetida a uma nova cirurgia de correção estética daqui a três meses. “Pelo menos nos próximos cinco anos, ela vai precisar de atendimento médico e de psicólogos. Se for ver, R$ 2 milhões é pouco”, argumenta. Os pais não sabem se Nayara voltará às aulas neste ano.

Na operação de resgate das reféns, a menina foi baleada por Lindemberg Alves. Ela levou um tiro no rosto, que perfurou a asa da narina direita e se alojou na arcada dentária, na altura do canino esquerdo, que caiu. A bala abalou a sustentação do nariz e dos dentes.

Sobrinho pediu ao Ministério Público para atuar como assistente de acusação. Mas logo depois que a mãe da menina desmentiu seu poder de representante, Angelo Carbone desapareceu de cena.

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