Advogado de Nayara espera pena de até 40 anos para Lindenberg

Publicado por: suporte

Lindembergue manteve a ex-namorada Eloá Cristina Pimentel refém por cerca de 100 horas, sob a mira de um revólver, até a morte.

“Eu sou assistente do Ministério Público e vou ajudar a condenar esse elemento. A partir daí o Tribunal do Júri vai dar uma condenação, que a gente espera ser entre 27 e 40 anos. Se for pouco o tempo de condenação, vamos recorrer “, afirmou Carbone.

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Segundo o advogado, a família também quer processar o Estado, pois entende que a adolescente foi colocada de novo em uma zona de risco, ao retornar ao local onde Lindenberg mantinha Eloá refém.

“Ela não foi executada porque Deus não quis. Vamos entrar com uma Ação Ordinária de Indenização com pedido de tutela antecipada. Nessa ação, a gente vai pedir a indenização liminar do Estado, ou seja, que ele arque com as despesas médicas, de tratamentos, de cirurgias, de tudo que ela precisar,” disse a defesa.

Carbone afirma que o valor pedido ao Estado será de cerca de R$ 2 milhões, calculado com base nos custos com tratamentos, inclusive psicológico ou psiquiátrico, que a adolescente passará e a todos os demais danos, referentes à ação tomada pela polícia. “Essa execução foi propiciada pelo Estado pela inépcia, pela incompetência, pela imprudência”, avalia.

A alta hospitalar de Nayara está marcada nesta quarta-feira (22/10) e será seguida pelo depoimento no Ministério Público de Santo André (SP), onde será ouvida pelo delegado na sala do promotor de Justiça. Segundo a defesa, o depoimento tem de ser tomado ainda hoje, pois o promotor precisa encerrar o inquérito até sexta-feira (24/10). Com a conclusão dos trabalhos do MP, será possível fazer a denúncia do ex-namorado de Eloá.

O advogado nega que a estudante tenha voltado ao local do crime por vontade própria. No seu entendimento, o Estado é suficientemente capaz de entender que uma adolescente não pode volta à zona de crime. “Se há culpados, é quem determinou as ordens, quem colocou ela lá no local do crime e quem fez a invasão, não os [policiais] que também colocaram a vida em risco.”

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