O projeto que cria a Contribuição Social para a Saúde (CSS) só deverá ser votado no Senado apenas no segundo semestre, depois das eleições municipais, possivelmente no final de outubro ou no começo de novembro. A decisão foi anunciada pelos líderes da base do governo na reunião de líderes hoje (18) pela manhã.
A reunião foi pedida pelos partidos de oposição, que querem pressa na análise da matéria, que ainda está sendo votada na Câmara. “Fiquei de queixo caído. O governo falou o tempo inteiro que precisava de fonte nova de financiamento para a saúde. E nós sempre dissemos que não precisava. E agora o governo nos diz que não quer votar a CSS antes das eleições. O que a eleição tem a ver com saúde? Literalmente nada”, disse o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM).
O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), justificou a decisão afirmando que o financiamento para a saúde “não pode ser votado nem com pressa nem atrelado a uma eleição conjuntural”.
Ele criticou a pressa da oposição. “A oposição está com muita vontade de votar rapidamente o aumento de impostos. Nós não estamos. Queremos discutir com tranqüilidade”.
Para a oposição, o recuo do governo foi estratégico. A criação de um novo imposto agora, ainda mais substituindo a combatida CPMF, enfraqueceria o governo nas eleições municipais. A oposição reagiu e muitos senadores criticaram a atitude do governo, afirmando que a Saúde já tem dinheiro suficiente, o que o governo quer mesmo é arranjar mais recursos para financiar os gastos públicos.
Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade






