CPI dos Cartões aprova convocação do secretário da Casa Civil

Publicado por: suporte

O secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Pires, terá de dar explicações à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos. Ele é apontado como responsável pelo vazamento do relatório com gastos presidenciais na gestão de Fernando Henrique Cardoso.

Aparecido teria encaminhado os dados por e-mail ao assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), André Fernandes. Depois disso, os dados chegaram à imprensa. A convocação de André Fernandes também foi aprovada pela CPMI. A votação foi simbólica. Mas as oitivas só deverão ser marcadas depois que a CPI obtenha cópia dos depoimentos dados à Polícia Federa.
 
Os dois serão ouvidos ao mesmo tempo pela CPI para, segundo os deputados, garantir que não haja mudança de versões. “Temos de fazer uma acareação para confrontar quem está falando a verdade com quem está mentindo”, disse o deputado Índio da Costa (DEM-RJ), um dos autores do requerimento de convocação.
 
A decisão contou com o voto também de parlamentares da base governista. “Mas que os dois venham juntos, porque quem vier primeiro, o segundo será privilegiado com mais tempo”, disse a líder do PT, senadora Ideli Salvati (SC).
 
Os deputados aprovaram também o pedido da senadora para que fosse feita perícia no computador de André Fernandes, de onde teria recebido o e-mail de Aparecido com o relatório.
 
“O André está à disposição da CPI. Posso dizer, em nome dele, que não há nenhuma objeção para que se pericie também o seu computador aqui no Senado”, defendeu o senador Álvaro Dias, com quem André trabalha na segunda vice-presidência da Casa. O senador ainda afirmou que André Fernandes está de férias do cargo. “Até lá, o inquérito estará resolvido”, disse ele.
 
BANCO DO BRASIL – A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos rejeitou requerimento que pedia a convocação do presidente do Banco do Brasil para dar explicações sobre os dados enviados à CPI. Segundo o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), as informações que chegaram à Comissão são diferentes das encaminhadas às auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU). "Os documentos chegaram com o número zero para os não-sigilosos e número um para os sigilosos. Eu contei e o documento do TCU tinha 1.016 gastos diferentes dos nossos", disse o deputado.

Continua depois da publicidade

Ele alegou que os dados que continham no suposto dossiê de gastos presidenciais na gestão Fernando Henrique Cardoso foram omitidos da documentação enviada à CPMI. "Há uma ligeira coincidência dos dados suprimidos pelo Banco do Brasil e dos colocados no dossiê. Não queria fazer essa acusação publicamente, mas o que foi suprimido foram os dados tidos como constrangedores de gastos de Fernando Henrique Cardoso e Ruth Cardoso. A partir de agora, passo a duvidar do Banco do Brasil", disse Sampaio.

O impasse entre a convocação do diretor do Banco do Brasil e a ida de parlamentares ao Banco gerou um certo mal-estar entre a presidente da CPMI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS,) e o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). "Prestar informação falsa induz ao erro. Isso para mim é muito sério", disse Marisa Serranos referindo-se à denúncia do deputado Carlos Sampaio. "A senhora não ouviu o outro lado. A senhora está extrapolando. Esse requerimento é grave. Temos de aprovar, no máximo, uma visita ao Banco do Brasil", rebateu Paulo Teixeira.

"Não se pode acusar o Banco do Brasil de prestar informações falsas. Elas já estavam no Portal da Transparência", defendeu o deputado Maurício Quintella (PR-AL).

 

Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados