No dia 13 de agosto do ano passado, uma morte ocorrida no Pronto-Socorro Regional de Divinópolis provocou a suspeita por parte da família de que teria havido omissão no atendimento da vítima. Naquela data, morreu Ricardo Gomes da Silva e seu pai, Alvimar Trindade da Silva, denunciou possíveis irregularidades no atendimento prestado ao filho pelos profissinoais do Pronto Socorro Regional. A irmã de Ricardo, Miriam Gomes da Silva, usou a Tribuna Livre da Câmara Municipal, quando denunciou a possibilidade de omissão e pediu ao Legislativo que apurasse o caso.
A Comissão de Saúde foi encarregada de apurar as denúncias, ouviu os envolvidos e recolheu documentos afim de fazer um completo levantamento do caso. Todo o material conseguido foi repassado ao Ministério Público. A Promotora de Defesa da Saúde, Giseli Penteado, pediu a abertura de um inquérito policial para apurar as denúncias.
A Delegada Aparecida Dutra de Barros, da 21ª Delegacia Regional de Segurança Pública de Divinópolis, conduziu o caso. Ao final, ela emitiu relatório afirmando não haver a possibilidade de, através do laudo pericial, atribuir responsabilização profissional na morte de Ricardo.
Por ter acionado o Ministério Público, a Comissão de Sáude recebeu o histórico sobre os sintomas neurológicos apresentados semanas antes da internação, solicitado pela médica legista, Andressa Vinha Zanuncio. Os relatórios apontam que Ricardo sofria de um tumor no sistema nervoso e procurou o Pronto-Socorro já em fase tardia.
A Delegada Aparecida Dutra de Barros entendeu que, apesar de ter havido demora no atendimento e na requisição de exames, o desfecho do caso não poderia ter sido diferente, não havendo, portanto, negligência médica. Desta forma, a Promotora Giseli Penteado decidiu pelo encerramento do caso.
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