O óbito ocorreu no dia 18 no Hospital São João de Deus, depois que Regina da Silva foi transferida do pronto-socorro para lá.
Ontem (22/06) o irmão da vítima, Rômulo Cesar Silva, funcionário do Jornal Gazeta do Oeste, fez uma representação no Ministério Público contra o médico Diran Rodrigues de Souza, o diretor do Pronto-Socorro, Mauricio Couto Silva e o município de Divinópolis.
O caso
De acordo com boletim de ocorrência, Renilde Regina da Silva deu entrada no Pronto-Socorro às 2h da madrugada do dia 15 de junho. Renilde, que apresentava fortes dores no peito e na região abdominal, foi atendida pelo médico de plantão, Diran Rodrigues.
De acordo com a denúncia, não foi feito nenhum exame minucioso. O médico deu apenas um diagnóstico preliminar, dizendo não ser nada grave e que os sintomas eram de uma crise de gastrite.
Rômulo César, diz que às 15h do mesmo dia – 13 horas após Renilde dar entrada no PS – ele foi informado que sua irmã ainda não havia recebido atendimento especializado.
Ao receber a informação, ele dirigiu-se ao Pronto-Socorro, tendo encontrado Renilde abandonada em uma maca nos corredores da unidade. Revoltado diante da situação, ele reclamou do descaso com sua irmã, tendo conseguido que outro médico, Márcio Saraiva, realizasse o atendimento.
Rômulo conta que o médico, após os primeiros exames, o comunicou que sua irmã fora vítima de um infarto agudo, ocorrido algumas horas antes.
Imediatamente Renilde foi encaminhada ao Hospital São João de Deus, onde ficou internada em estado crítico no Centro de Tratamento Intensivo até a tarde do dia 18, quando ela faleceu.
Após procurar o Ministério Público, onde fez a representação contra os envolvidos no caso, Rômulo afirmou que durante o período em que esteve no Pronto-Socorro, presenciou vários casos de negligência no atendimento.
No caso de sua irmã, ele afirma que o óbito foi motivado pelo erro no diagnóstico e pela falta de atendimento, já que o infarto teria sido consumado algumas horas depois de sua chegada ao Pronto-Socorro. “Se minha irmã tivesse sido atendida de forma decente, assim que deu entrada no Pronto-Socorro, com certeza ela não teria morrido, pois haveria tempo hábil para os procedimentos necessários”, afirma Rômulo César.
O Ministério Público vai instaurar processo para apurar as denúncias e já informou que nos próximos dias convocará todos os envolvidos para depoimentos. A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.






