Veja nesta coluna: Os donos de auto-escolas não querem aceitar a mudança das aulas práticas para o Bairro Liberdade. S Superintendência de Trânsito vai tomar este iniciativa com o objetivo de tornar o tráfego ma região central menos conturbado. Os donos de auto-escolas alegam que a mudança vai porovocar prejuízo financeiro.
Pesquisas sob encomenda
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O Instituto CP2 acaba de divulgar uma pesquisa de intenção de votos em Divinópolis, na qual o pré-candidato do PMDB, Galileu Teixeira Machado, está dando um verdadeiro olé na concorrência. Segundo a pesquisa, no levantamento estimulado – quando são fornecidos nomes de prováveis candidatos para escolha do pesquisado – Galileu está com 36% da preferência. Já na pesquisa espontânea – quando o pesquisado dá a resposta que quiser – o ex-prefeito arrebenta a boca do balão com mais de 40% da preferência.
Não fosse uma pesquisa encomendada e paga pelo PMDB, o partido de Galileu, certamente que os demais interessados em disputar a eleição municipal de outubro deveriam colocar a violinha no saco e se mandar para a tonga da milonga. Afinal, o atual prefeito, que pela pesquisa do PMDB foi o que mais se aproximou de Galileu, teve magros 10% da preferência. E Vladimir Azevedo? Este então não está com nada no balaio mesmo, já que teve míseros 3%. Aliás, isso deve ser reflexo das últimas posturas de Vladimir, que perdeu a boa educação que tinha ao receber críticas e nem retorna mais as ligações.
A pesquisa paga pelo PMDB e divulgada com pompa e circunstância está correta. Sem erros. O Instituto CP2, se quer mesmo ser um Instituto sério, e deve ser, não publicaria números que não fossem reais. Porém, o que está errado é a fórmula para se fazer a tal pesquisa. Não é de hoje que esta prática aviltante de tentar enganar o eleitor é praticada em Divinópolis. Em todo período pré-eleitoral, surgem pesquisas de todos os cantos, encomendadas por interessados, que nunca perdem nestes levantamentos. A fórmula é simples: vai ali, que é aonde eu tenho voto garantido. Assim, a pesquisa é feita com meia dúzia de eleitores, onde o sujeito tem voto assegurado. E dá nisso. O resultado é sempre favorável para quem paga o levantamento.
Essas pesquisas encomendadas por partidos políticos só têm um único objetivo: fazer o eleitor de bobo. Bobão mesmo. Trouxa. Otário. O marketing dos políticos se baseia no fato de que dando ao cidadão a falsa impressão de que o sujeito está dando um banho na concorrência, então seria mais fácil atrair o eleitor, que nem sempre gosta de votar para perder. Esses mesmos partidos que encomendam pesquisas com resultados que lhes interessam, também pagam por pesquisas sérias. Claro, ninguém é bobo em não querer saber o que na verdade pensam os eleitores. Mas, as pesquisas sérias nunca saem das gavetas para uma divulgação ampla. Assim, a pesquisa que o PMDB, ou alguém do partido, pagou à CP2, não vale uma titica de galinha para atestar liderança tão absoluta do ex-prefeito Galileu Machado, que pode até vencer as eleições, pois tem cabedal para isso, mas não será uma vitória de véspera.
TRÂNSITO
Foto: Juliano Vilela
Renato Trade quer melhorar o trânsito e tem gente que quer continuar atrapalhando
Os donos de auto-escolas estão chiando mais do que bife na chapa com a decisão do Superintendente de Trânsito, Renato Trade (foto), em mudar de local as aulas práticas para aprendizes de motoristas. Justificativas para esta medida não faltam. Qual o motorista de Divinópolis ainda não ficou encalacrado atrás de um carro de auto-escola no Centro? Isso é um deboche ao bom senso. Veículos de auto-escolas com seus aprendizes ficam zazando na região central, param o trânsito, tumultuam a vida de pedestres, colocam em risco crianças. Isso basta para que a iniciativa do Superintendente de Trânsito seja reconhecida pela população. Ninguém quer tirar o ganha-pão dos donos de auto-escolas. O que se quer é melhorar a vida da cidade, do cidadão. Transferir as aulas práticas para o Bairro Liberdade, conforme está previsto, não vai matar ninguém. Ao contrário, vai dar aos alunos muito mais condições de aprender sem torrar a paciência alheia.
Ouvidor
Meu brother, boa gente, competente profissional e cruzeirense chato, Flávio Ramos, acaba de ser nomeado para um cargo na Câmara Municipal e vai ocupar a Ouvidoria do Legislativo. Nota 10 ao presidente da Câmara pela escolha. Flávio tem todas as condições de realizar um grande trabalho na função. É preciso dar liberdade a Flávio Ramos para que ele possa exercer a função. O cargo de Ouvidor exige contato direto com o cidadão e é ali que recairão, com certeza, todas as queixas do povo. Por isso, Flávio Ramos precisa ter autonomia e o presidente, que entendo ser um democrata, não pode ficar metendo o bedelho no desenvolvimento da Ouvidoria, a não ser para conhecer os queixumes e buscar soluções. E que não faça ouvido de mercador.
Educação
O belíssimo trabalho realizado por Vera Prado à frente da Secretaria Municipal de Educação, não vai deixá-la passar impune nas próximas eleições. Um passarinho cantou no meu ouvido que o prefeito Demetrius Pereira, que ainda não definiu se vai concorrer à reeleição, teria preferencialmente o nome de Vera como a candidata do PSC à sua sucessão. Por enquanto isso está apenas entre o grupo político. Ninguém confirma, mas ninguém desmente.
Na realidade, a educação em Divinópolis deu um tremendo salto de qualidade na administração de Demetrius Pereira. O prefeito deu carta branca à Vera Prado, atendeu suas necessidades dentro das possibilidades da prefeitura e procurou valorizar o professor. Juntando tudo isso à competência e seriedade de Vera Prado, só podia dar coisa boa. Todos saíram ganhando, principalmente a cidade, que hoje é destaque nacional na educação. Se continuar prefeito, Demetrius me garantiu que a educação continuará recebendo os mesmos privilégios. Porém, ele me disse ainda que sabe dos demais problemas da cidade e, num eventual segundo mandado, vai fazer da saúde na cidade a mesma referência que hoje tem a educação.
Sururu
Não acredito que os donos dos postos de combustíveis, principalmente os que têm lojas de conveniência, vão aceitar passivamente a lei recém-aprovada pela Câmara, que proíbe a comercialização de bebida alcoólica nestes estabelecimentos. A matéria foi idealizada pelo vereador Vladimir Azevedo (PSDB) – com um substitutivo co-assinado com Anderson Saleme – e será um grande benefício para a população. Porém, para este segmento, vai significar uma perda acentuada, já que de 20 a 30% do seu faturamento, está na venda de manguaça. O povo tem que ficar atento, porque foi uma iniciativa corajosa. A lei vai de confronto a interesses financeiros de uma minoria, mas defende os interesses da absoluta maioria. Afinal, como quem bebe não tem educação depois de encher a lata, ou esvaziar, este locais se tornaram pontos de mafuá nas altas madrugadas, deixando a população de cabelo em pé. Muitos crimes, acidentes de trânsito, vandalismo, entre outros, já aconteceram depois que grupos de pinguços estavam nestes locais enchendo o pote. É uma bela lei. Será que pega? Pega sim, pois o texto determina um convênio com a Polícia Militar, para a fiscalização. E, quando a PM entra, a gente sabe que a coisa sai bem feita.