Justiça proíbe divulgação de pesquisa eleitoral encomendada por Galileu sob suspeita de manipulação

Publicado por: suporte

O candidato a prefeito pela coligação Quem Faz Está de Volta, Galileu Teixeira Machado (PMDB), está proibido liminarmente de divulgar a pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto Datatempo/CP2 no período entre 21 e 23 de agosto. O levantamento, que dá ampla vantagem a Galileu Machado, vinha sendo veiculado nas propagandas eleitorais do candidato, além de ter ganhado grande espaço em emissoras de rádio e em um jornal da cidade. A divulgação já causou um grande estrago aos demais candidatos, principalmente pela publicidade dada por emissoras de rádio. Quanto à divulgação no referido jornal, não há motivos para queixas, já que o mesmo se limita a copiar matérias já publicadas por outros veículos, inclusive do Divinews.com, que vem tendo suas matérias pirateadas na íntegra pelo bi-semanal.

A proibição da divulgação da pesquisa foi concedida pela juíza Andréia Barcellos Ferreira, da 103ª Zona Eleitoral. Ela atendeu a reclamação da coligação Divinópolis Para Todos, do candidato Geraldinho Martins (DEM). Andréia Barcellos concedeu a liminar, alegando possíveis vícios na pesquisa, além de fortes indícios de manipulação dos dados.
 
O levantamento do Instituto CP2 foi encomendado e pago pelo Comitê Eleitoral de Galileu Machado. Foram ouvidos 423 eleitores, de um universo próximo de 150 mil que estão aptos a votar no dia 5 de outubro.
 
A suspeita de manipulação está na própria forma de condução da pesquisa. Foram ouvidos eleitores de apenas 10 dos 270 bairros de Divinópolis. Os bairros pesquisados são aqueles onde Galileu Teixeira Machado sempre conseguiu suas mais expressivas votações. No bairro São José, onde Galileu já demonstrou ampla vantagem em eleições anteriores, foi o local onde a pesquisa fez o maior número de entrevistas, num total de 20,6%. Já o bairro Niterói, onde o ex-prefeito também sempre conseguiu mais votos que seus concorrentes em outros pleitos, ficou em segundo lugar no levantamento, entrando com 17,7% dos pesquisados. Entretanto, o que mais chama a atenção na pesquisa e abre a suspeita de que além da manipulação dos dados, também houve direcionamento para dar grande vantagem ao candidato do PMDB que encomendou a pesquisa, foi o fato de que apenas 10 dos 270 bairros foram pesquisados. Isso significa que os entrevistadores do Instituto Datatempo/CP2 estiveram em apenas 0,27% dos bairros da cidade, ficando outros 99,63% sem a cobertura do levantamento.
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