A família Scolari naufragou
Envelhecer é uma das coisas inexoráveis da vida. O futebol brasileiro envelheceu técnica e taticamente. Os nossos treinadores não passam de animadores, tentando impulsionar os seus times na base do “vamos lá”. Felipão é o exemplo acabado do “professor brasileiro”, bronco, arrogante, dono de todas as verdades – Declarou recentemente, num arroubo de dramaticidade, típica de uma Ópera Buffa, que “com esse grupo, vou até o inferno”. E foi, tendo Fred como porta-bandeira! – Mas o problema é mais profundo. A seleção é o resultado do tsunami de escândalos que embalam o futebol brasileiro, da diretoria da CBF às mais inexpressivas federações. São dirigentes que se perpetuam no poder e dele se apropriam em benefício próprio. Não por acaso, desde que a CPI fustigou Ricardo Teixeira, a CBF nunca mais aceitou dinheiro público, exatamente para não ter os órgãos de fiscalização nos seus calcanhares. Hoje, homiziado em Miami, continua recebendo um salário altíssimo como consultor da Confederação – Enfim, os 7 x 1 e os 3 x 0, sem falar na baixíssima qualidade do futebol apresentado em toda a Copa do Mundo, são a síntese de tudo de ruim que tem sido construído nos últimos anos. Agora, só falta a Argentina conquistar o Campeonato Mundial
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