A surrealista situação, em que um município não conhece direito, quais são seus limites territoriais, só começou a ser questionada depois que o ex-vice-prefeito Francisco Martins, ao usar a Tribuna Livre da Câmara de Divinópolis, em novembro de 2014 (veja vídeo), denunciou que o mapa territorial da cidade estava errado, pois segundo informações da própria prefeitura, o município não possuía, como continua não possuindo, o mapa de divisor de águas, e isto levou ao cometimento de erros da verdadeira extensão territorial do município, entre outras grotescas falhas – Diante do inusitado fato, foi nomeada uma Comissão Especial, tendo como membros os vereadores Edmar Rodrigues, Marquinhos Clementino e Rodyson Kristinamurti para analisar a surrealista situação, que depois de meses de trabalhos e algumas reuniões, o vereador relator da Comissão leu o relatório na reunião ordinária da terça-feira (20), concluindo que a situação é bem pior do que relatou o ex-prefeito. Pois a se confirmarem os dados técnicos do relatório, a Praça do Pedágio, que até então supunha-se estar localizado no vizinho município de São Sebastião do Oeste, está na verdade em terras divinopolitanas. Portanto, a cidade ao longo dos anos, desde o início da cobrança do pedágio, deixou de arrecadar valores significativos para os combalidos cofres do município – Outro questionamento que é feito por quem está tomando ciência do problema é em que condições foi elaborado o Plano Diretor da Cidade, que foi coordenador pela FUNEDI, tendo à frente o professor Gilson Soares. Usando que mapa, o certo do IBGE e do IGA ou o mapa errado do município? – Leia o relatório da Comissão Especial, na íntegra.