Para evitar atrasos no processo, no entanto, o juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, determinou que os exames só poderão ser feitos após a instrução e julgamento, marcados para o dia 19 de novembro.
Para a instrução e julgamento serão arroladas cinco testemunhas de acusação e quatro de defesa, entre elas a namorada, a mãe e o irmão do acusado.
A decisão foi tomada depois de audiência realizada nesta quarta-feira (29/10) com Mohammed, sobre sua suposta dependência de drogas e problemas mentais. Segundo o juiz, os exames serão feitos para que não se possa alegar cerceamento da defesa porque uma prova não pôde ser produzida.
Como Mohammed está preso, o juiz vai solicitar à Junta Médica do TJ-GO (Tribunal de Justiça de Goiás) prioridade para o caso.
Segundo informa o tribunal, durante a audiência, o acusado confirmou sua condição de dependente de drogas e disse que quando matou Cara havia quatro dias que usava cocaína e dois que fumava craque.
Mohammed disse ainda que faz cinco anos que é usuário de drogas, mas que desde sua prisão, há três meses, não usa nada e por isso tem se sentido trêmulo e nervoso. Ele contou ainda que era apenas amigo de Cara e que ela só usava drogas esporadicamente.
Segundo ele, sua dependência era tão grande que chegou a trocar objetos que sua mãe enviava dos Estados Unidos por droga e que já ficou da noite para o dia cheirando gás de botijão. Mohammed contou ainda que aos 17 anos praticou assalto à mão armada, razão pela qual foi preso no Batalhão Anhangüera. Como não tinha acesso a drogas lá, ele cheirava medicamento para epilepsia de um colega.
Questionado se tinha problemas mentais, Mohammed disse que não sabia, mas revelou que teve diagnosticado um coágulo na cabeça, depois de um acidente de carro, quando tinha 16 anos. O rapaz declarou ainda que nunca fez uso de remédio controlado, assim como jamais esteve internado em clínica psiquiátrica.






