2010 Uma odisséia política

Publicado por: suporte

Como disse Alexandre Garcia (comentarista político da TV Globo) na segunda-feira, dia 27 de outubro. “2010 COMEÇOU HOJE”. Claro que no mundo político esta frase não teve muito efeito, todos sabemos que é isto mesmo. Mas, para a população é talvez uma novidade, mal terminar uma eleição e já começar outra.

 No plano nacional, não precisamos comentar muito, porque outros veículos de comunicação já o fizeram, estão e continuarão a fazer. Contudo, sempre haverá espaço para novos ensaios,  acrescentando novas elucubrações. Neste sentido, creio que a vitória de Aécio Neves (PSDB) e Fernando Pimentel (PT) através do prefeito eleito de Belo Horizonte, o até então desconhecido Márcio Lacerda (PSB). Foi ofuscada pela vitoria do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), com seu candidato reeleito na prefeitura de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM).

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 Se a eleição de Márcio Lacerda em Belo Horizonte tivesse sido decidida logo no primeiro turno, o cacife político de Aécio e Pimentel teria aumentado significativamente, relegando a turma paulista do PSDB para um segundo plano. Mas, não foi isto que aconteceu. Leonardo Quintão (PMDB) largou na frente com uma imensa diferença de Lacerda. Foi preciso que o TRE-MG autorizasse um aporte de recursos de campanha de 5 milhões. Passando de 14 milhões para 19 milhões os gastos  com Marcio Lacerda e seu vice Roberto de Carvalho (PT) para que a virada e a vitória viessem. Aécio e Pimentel se jogaram de cabeça, tronco e membros, afinal eles tinham que ganhar de qualquer jeito. O futuro político dos dois estaria irremediavelmente comprometido se perdessem.

Espera-se agora, que Aécio com sua comprovada habilidade política e grande articulador, consiga emplacar seu nome numa dobradinha caseira com Serra (o grande problema é saber quem aceitaria ser vice) Outra opção é sua ida  para o PMDB, compondo com o PT (O problema também seria o mesmo,  qual partido aceitaria ser o vice) ou o desfecho final: PSDB escolhe Serra, o PMDB Aécio e o PT, talvez Dilma. Teríamos então os três maiores partidos na disputa direta em 2010.

Na política local a situação também não será tão simples. Atualmente não dá nem para dimensionar o número de candidatos a deputado estadual nem federal. Se assim continuar, Divinópolis, a exemplo de anos anteriores poderá ficar sem nenhum representante na Assembléia. A única definição é que o Sr. Domingos Sávio, até então Deputado Estadual,  será candidato a Deputado Federal. O Caminho do Sr. Jaime Martins, atual Deputado Federal,  é mais complexo. Os dois caminhos que ele gostaria de seguir, seria o Senado ou Vice-Governador, ambos muito difíceis. O fato é que Jaime, apesar dos seus sucessivos mandatos, ainda não faz parte de forma definitiva, do alto clero da Câmara Federal, está classificado no médio clero. Sua assessoria não o aproximou da grande mídia nacional. Falta-lhe a visibilidade de um Antonio Carlos Magalhães Neto, Rodrigo Maia, Arthur Virgilio, entre outros que constantemente estão marcando presença na telinha a nível nacional.Jaime Martins, forçadamente, terá então que voltar a disputar a Câmara Federal. E no seu caminho terá uma pedra, não uma pedra qualquer, a exemplo de eleições anteriores, terá uma verdadeira pedreira, com as “máquinas” estaduais e municipais (Divinópolis e outras cidades da região) nas mãos, ao seu inteiro dispor.

No plano estadual aí sim é que será uma verdadeira odisséia. Temos pré-candidatos a matar com pau. Todos os derrotados e seus respectivos vices. É também histórico que o vice eleito acabe saindo candidato, ( 2 anos é o tempo limite do namoro. Tomara que desta vez seja diferente),  por incompatibilidade administrativa, política e de gênio com o Prefeito. Isto sem contar os “enrustidos” (no bom sentido), são líderes empresariais e de entidades de classes.

É claro que neste amontoado de candidatos a deputado estadual, existem os balões de ensaios. Estão se lançando somente para ganhar força de negociação com o novo grupo político que está assumindo a prefeitura e os deputados com mandatos. Existem os cômicos, sem nenhuma expressividade, onde os eleitores chegam a achar graça. Existe de tudo.

Com esta situação, quem ganha são os deputados turistas, que só aparecem aqui em épocas de eleições. Para pegar seus votinhos e depois, nunca mais.

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