A vitória de Márcio Lacerda (PSB) na disputa pela prefeitura de Belo Horizonte é, em parte, um êxito pessoal do atual prefeito da capital mineira, Fernando Pimentel (PT), que foi muito criticado por setores do partido ao firmar uma aliança com o PSDB do governador Aécio Neves, em torno do socialista.
O acordo gerou descontentamento em parte da executiva nacional e em outros expoentes do PT mineiro, como os ministros do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, e da secretaria-geral da Presidência da República, Luiz Dulci. Patrus, inclusive, se disse “alijado” do processo decisório.
Patrus e Dulci não participaram da campanha de Lacerda. Passada a disputa, Pimentel se declarou disposto a levantar a bandeira branca e defendeu que a prioridade do trio seja trabalhar para que o presidente Lula faça o seu sucessor. Em entrevista, hoje (27), ele referiu-se à dupla que optou pela neutralidade (Ananias e Dulci) como “amigos fraternos” de quem “em breve” estará junto.
“O ministro [Patrus] fez as observações dele, são respeitáveis, mas reconheço o direito de divergir. Para mim, a porta está sempre aberta. Se eu consegui convergência com o PSDB, porque não buscaria isso com companheiros de partido?”, argumentou Pimentel.
O prefeito disse não existir uma disputa entre ele e Patrus pela candidatura a governador em 2010, apesar dos sinais em sentido contrário emitidos por ambos durante a campanha. “Tanto eu quanto Patrus não temos ambição pessoal de cargo nenhum. Temos que nos dedicar a eleger o sucessor do presidente Lula”, assinalou.
Com a executiva nacional do PT, Pimentel também não quer briga e informou já ter dito isso ao presidente do partido, Ricardo Berzoini. “Buscar quem ganhou e quem perdeu internamente não ajuda muito. Não tenho interesse em fazer ajuste de contas”, garantiu.
Segundo Pimentel, a aliança que ele mantém com o PSDB
Questionado se gostou da primeira parceria eleitoral com Aécio Neves, Pimentel elogiou o amigo tucano e sinalizou mais uma vez que a dobradinha pode servir de exemplo para o futuro. “O governador é uma ótima companhia, bem humorado, afável e com grande capacidade política. Saio desse episódio [da campanha] convencido do caminho que trilhamos”, disse o prefeito..
Pimentel revelou, ainda, que, ao telefonar para parabenizar o presidente Lula por seu aniversário, ouviu dele uma provocação, em tom de brincadeira, sobre o resultado
A conversa séria com o presidente Lula sobre o processo eleitoral






