O seu adversário, Juninho Paim (PT), da oposição, retirou a candidatura no último minuto e o vereador Orlei (PTdoB) já havia retirado seu nome logo no início da sessão. Foram registradas 16 abstenções da oposição.
“Faltaram entregar a Cidade Administrativa para ter o comando dessa Câmara, não sei porque. Me assustei muito. Sempre fui companheiro leal de Pimentel”, discursou Magalhães ao ser eleito. Segundo o novo presidente, o governador eleito Fernando Pimentel (PT) tentou assediar os seus aliados para garantir uma eleição municipal em 2016. “É lealdade, não é dar secretaria e dinheiro que iria comprar esses vereadores”, disse Magalhães insinuando que os petistas ofertaram cargos e ajuda financeiramente para conquistar votos. “Retiraram a chapa para não carimbar a derrota de Fernando Pimentel”, provocou Magalhães.
A chapa vencedora tem Magalhães como presidente, Henrique Braga (PSDB) como primeiro vice-presidente, Pablito (PV) como segundo vice-presidente, Coronel Piccininni (PSB) como secretário-geral, Dr. Nilton (PROS) como primeiro secretário, e Pelé do Vôlei (PTdoB) como segundo secretário. O ouvidor será Daniel Nepomuceno (PSB) e o corregedor, Bruno Miranda (PDT).
Os petistas Arnaldo Godoy e Pedro Patrus defenderam a candidatura de Paim utilizando o mesmo argumento que o cabeça de chapa usou na sua campanha. De que é preciso mudar o comando da Casa. Magalhães é ligado ao grupo que elegeu o atual presidente da Câmara, Léo Burguês (PTdoB), que personifica a crise de imagem da Câmara de BH.
O discurso, no entanto, não conseguiu atrair muitos aliados, pois a chapa era apoiada nos bastidores justamente por Léo Burguês. Em tom mais ameno para tentar atrair votos da base, Pedro Patrus disse que a candidatura de Juninho Paim “a chapa não é contra ninguém, contra o prefeito, é a favor da cidade”, dizendo ainda que “a Casa não vai se curvar aos desmandos do executivo”.
O presidente Léo Burguês que foi criticado por alguns colegas em seus discursos pela falta de diálogo com os colegas e com a sociedade também quis falar ao microfone. Durante dez minutos, agradeceu aos funcionários da Câmara, os concursados e os comissionados. “Só erra quem faz, e o que eu busquei nos quatro anos foi fazer”, disse. “O que é importante é aprender com nossos erros”, Burguês disse que deixa a presidência “mais democrática, transparente e com mais participação popular. Avançamos muito nisso”.
Segundo o vereador Iran Barbosa (PMDB), a decisão da oposição de retirar a candidatura do Juninho Paim e votar pela suspensão é para preservar os vereadores que não apoiaram Magalhães. Segundo ele, os colegas poderia ser perseguidos pelo executivo se mantivessem a candidatura.
O próprio candidato da oposição que desistiu de Paim, disse que a escolha foi de última hora para a retirada da candidatura e para não tumultuar a eleição, já que havia percebido que não tinha votos para ganhar.
Com O TEMPO

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