A discordância entre os dez delegados começou quando Gilson Soares, o presidente da FUNEDI/UEMG e coordenador dos trabalhos de elaboração do Plano Diretor queria que o prefeito fosse o presidente do Conselho da Cidade, e eles não concordaram. Gilson argumentava que em algumas cidades funciona desta forma, com o prefeito presidente. Entretanto o grupo bateu pé e o demoveram da idéia com a argumentação de que as maiores cidades, as mais desenvolvidas não admitem que o chefe do Executivo seja o presidente para evitar “coisas” escusas.
Mesmo assim, segundo a fonte, aconteceram muitas reuniões às portas fechadas que os 10 delegados não participaram. Alguns delegados, não os do governo que trabalham na prefeitura em cargos de confiança indicados pelo Prefeito, disseram que não concordaram com a postura de Gilson Soares que esteve reunido com o prefeito, fazendo consultas, por diversas vezes, assim como fez também com a Câmara. E que muitos “itens” do Plano Diretor foram decididos unilateralmente, sem a aquiescência de todos os delegados. “Foi meio que goela abaixo”, afirmou.
O motivo da reunião de ontem foi tão somente para que o prefeito de Divinópolis Vladimir Azevedo (PSDB) em um ato solene entregasse para presidente da Câmara de Divinópolis o Projeto de Lei do Executivo encaminhando o novo Plano Diretor da cidade para ser colocado em votação para que ele passe efetivamente a ter validade. Só isto, o resto é enfeite, é marketing.
Leia a seguir a noticia “água com açúcar” aquela bonita que é passada para a população.
Gilson Soares, um tucano daqueles legítimos da iniciativa privada, ao entregar o Plano Diretor para a Câmara, junto com o prefeito Vladimir Azevedo disse da importância do ato para a cidade, que é o “planejamento da cidade que nós queremos. Gilson afirmou ainda que foram feitas algumas adequações, mas que nada foi perdido do que foi definido na “Conferencia da Cidade”. Gilson ainda elogiou a sensibilidade do prefeito em sua preocupação em ter um novo Plano Diretor para cidade, já que o último foi no ano de 2000 e teria que ter sido revisto em 2001 e não foi.
Vladimir em sua fala elogiou o trabalho realizado por Gilson Soares e os técnicos da Funedi/Uemg. “Hoje consolidamos um trabalho de mais de um ano e existe ainda muito para se fazer, mas esbarramos nos poucos recursos financeiros existentes”. O prefeito concluiu que o Plano Diretor prevê várias revisões que o Legislativo terá que fazer.
O presidente da Casa, Rodyson do Zé Milton que ao migrar para o PSDB, esqueceu totalmente suas raízes paterna de PMDB e sempre que possível dá uma alfinetada no passado, atacando as administrações da Galileu Machado, é constante sua fala sobre a liberação de bairros sem a devida infra-estrutura, sempre bate na mesma tecla e desta vez não foi diferente. Disse que o momento da entrega do Plano Diretor era um momento histórico que veio reparar erros do passado de uma falta de planejamento urbanístico.
Veja em breve no Divinews o Projeto do Plano Diretor na íntegra.
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