Marcos Antônio ao ocupar a Tribuna Livre da Câmara lamentou que não tivesse equipamentos como um data show e telão para que ele pudesse mostrar a gravidade da situação do uso e ocupação do solo do município de Divinópolis. Segundo o ambientalista, a situação caótica e drásticas.
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Em entrevista ao Divinews ele disse: “Divinópolis cresceu totalmente desordenada e existe um conflito social urbano enorme e isto ocorreu por que não houve um planejamento – E pelo fato de existir o Estatuto da Cidade que é a Lei 10.257, os municípios vão ter que se adequar a esta lei e para se adequar a esta lei, vai mexer com os interesses econômicos principalmente na área imobiliária”.
Marcos continuou: “E o que está acontecendo? Pelo Plano Diretor que foi alterado ele não foi votado até agora justamente para que não se mexa na lei de Uso e Ocupação do Solo. E isto está dando oportunidade que os empreendedores entrem com mais licenciamentos, parcelamento do solo para acabar de detonar o que resta de área verde em Divinópolis para depois que estiver tudo detonado, ai sim eles vão aprovar o Plano Diretor e mexer na Lei de Uso e Ocupação do Solo. Aí não vai ter mais nada para gente poder está resguardando para gerações futuras”.
O Divinews perguntou: o senhor acha que esta postergação de votar o Plano Diretor é uma estratégia?
“Sim, é uma estratégia por que grande parte do zoneamento urbano que vai existir no plano diretor vai incidir em áreas rurais e com certeza muitas pessoas foram privilegiadas com isto – Estão comprando essas áreas como rurais e no futuro elas serão parceladas e vendidas como áreas urbanas”
A encenação entre as partes
Primeiramente é preciso entender que o presidente da Funedi/UEMG, Gilson Soares, que coordenou o Plano Diretor, é simpatizante do PSDB, “até o último lote existente na cidade”, ponto. Tanto é que, foi o governo tucano de Vladimir Azevedo que o escolheu para coordenar os trabalhos do PD.
Em segundo lugar, o presidente da Câmara Rodyson do Zé Milton, também é tucano e não afrontaria em hipótese nenhuma o Executivo comandado por outro tucano.
Em terceiro lugar, Gilson Soares (Funedi/Plano Diretor), como aliado do Executivo e consequentemente também do Legislativo em que ambos os poderes tem no comando figuras peessedebistas. Jamais, sem a aquiescência de ambos, solicitaria que o Ministério Público fizesse qualquer solicitação para que o Plano Diretor fosse votado a toque de caixa.
Finalizando, os discursos do presidente da Câmara, Rodyson, filho do Zé Milton, diante de tais constatações não soa verdadeira a tal independência. Estão todos afinados para, como disse o ambientalista, retardarem ao máximo a votação e aprovação do Plano Diretor.
Rodyson em várias reuniões tem afirmado que não aceitará nenhuma ingerência de qualquer instituição que seja e voltou a desafiar o Ministério Público que teria feito uma recomendação que enquanto o Plano Diretor não for aprovado nenhum projeto de parcelamento do solo seja votado e aprovado.






