Os divinopolitanos acorrentados, além de Gabriel Tavares, são Múcio Marques, Leônidas Camargos e Wagner Sousa
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Olá Gabriel vamos fazer uma entrevista sobre os acorrentados divinopolitanos?
Porque a idéia de se acorrentar?
Qual o simbolismo?
De quem foi a idéia?
Existe alternância entre os acorrentados, ou são fixos?
Quantos dias vocês estão acorrentados? A ação sensibilizou a Cemig? ou continua na mesma?
Quais são as perspectiva? Até quando vocês pretendem manter este movimento?
12:17
Boa tarde, Geraldo! A idéia de se acorrentar é para colocarmos à mostra as correntes que são colocadas nos trabalhadores. Somos concursados, qualificados, com grande perspectiva quanto à carreira e que, de repente, fomos sumariamente demitidos sem justa causa. Sabemos de nossas qualificações e determinações, e que podemos (juridicamente) sermos reconduzidos a outras empresas do grupo Cemig, ao invés de demitidos.
A idéia surgiu após os trabalhadores demitidos em Divinópolis se mobilizarem e articularem um encontro com os trabalhadores demitidos de todas as regiões do estado.
Existe alternância entre os acorrentados. Todo dia chegam mais trabalhadores do interior dispostos a fazerem revezamento na corrente.
12:19
Os acorrentados já completaram mais de 65 horas na ocupação.
O presidente da Cemig já se manifestou dizendo que não nos receberá, e que o máximo que poderia fazer era “dar um jeitinho” para que conseguíssemos uma vaga nas empreiteiras.
O governador Anastasia sequer se manifestou. E, entendo que ele é uma peça fora do jogo político de 2014, passamos a ter como foco um diálogo com o Senador Aécio Neves que, é, aos nossos olhos, o verdadeiro governador de Minas.
O movimento permanece até que consigamos a resolução do problema pela via política. O presidente da Cemig e o Governo querem nos vencer pelo cansaço, mas não cederemos.
São quantos os acorrentados?
Sempre ficam 5 acorrentados.
Mas, há mais de 10 trabalhadores disponíveis para revezamento Divinopolitanos: Múcio Marques, Gabriel Tavares, Leônidas Camargos e Wagner de Sousa.
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