“No momento minha casa está em área de risco. Já vai fazer três anos que a gente tem dificuldade de alugar uma casa pela prefeitura. Quando a gente acha um imóvel, que a pessoa aceita alugar pela prefeitura, a demora é tanta para fazer o contrato que a proprietário suspende. A gente perde porque o contrato fica dois três meses para eles fazerem uma simples assinatura”, afirmou a moradora na entrevista

“Por que a maioria dos proprietários fala da demora de pagamento, eles (Prefeitura) pagam um mês ficam devendo três e a demora é muito pela prefeitura”
Natalia explica que é casada e tem dois filhos, uma menina de 9 anos e um menino de 3 anos, diz ainda que está residindo no local de risco com muita dificuldade. Ela explicou que sequer tem como passar os seus móveis para sair do local, já que uma parte da casa foi derrubada há mais de um ano. E que ele tem solicitado que seja feita pelo menos uma passagem para que eles possam transitar no local, já que os entulhos existentes foram em conseqüência da derrubada de outras duas casas que estavam acima da sua residência e piorou ainda mais com o deslizamento de barranco em conseqüência das últimas chuvas. “Mas não adiante, eles não fazem”. Segundo Natalia para ela sair de casa, ela dá a mão ao filho e vai saindo encostada no muro. A situação é tão critica que ela tem dificuldades até mesmo em fazer compras, pois o acesso ao interior de sua residência é extremamente critica. (Veja o vídeo).
Durante o período de chuvas intensas, em janeiro, a moradora do Alto São Vicente, afirmou que teve que viajar, com medo de ficar em casa. Mas, quando voltou ainda ficou com muito medo que a casa caísse. Assim também ficou toda família, simplesmente apavorados com a situação.
Ela confessa que tem receio de sair da sua casa que é própria e como ela tem visto, diante da demora das obras do PAC ficar anos e anos morando de aluguel pago pela Prefeitura em uma total instabilidade. E Que o bom seria era que a verba do PAC fosse logo usada.
Ela denunciou outros casos de pessoas que sequer moravam no Alto São Vicente, mas sim em outros locais, foram para o Alto São Vicente pagando aluguel e logo se beneficiaram do aluguel social e já estão morando em outros locais com a Prefeitura pagando.
Ocupando a Tribuna Livre, Natalia falou da expectativa que antes das eleições foram levantadas com as construções do PAC e posteriormente a frustração com o esquecimento do assunto. Que eles estão se sentindo abandonados.
Ela finaliza confessando que tem muita coisa errada que acontecem neste processo, mas que não tem como provar: “…Eu vim aqui na Câmara para ter uma resposta concreta, que a gente está cansada de mentira, de lenga, lenga e ninguém fazer nada. E eu estou nesta expectativa pra ver se tem uma resposta concreta pra gente.
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