| ARAPONGAGEM NA CÂMARA MUNICIPAL DE DIVINÓPOLIS Continua depois da publicidade Nos parece desmedida a reação da funcionária Vanícia Rocha, da Câmara Municipal, no caso relacionado com a viagem da vereadora Heloisa Cerri aos EUA. Não consta que a vereadora soubesse do depósito efetuado em sua conta pelos administradores da Casa Legislativa, englobando os dias em que ela estava em viagem. Fica evidente que a providência deveria ter sido tomada pela burocracia que cuida desses casos. Afinal de contas a parlamentar havia informado à presidência e pedido a licença devida, como determina a Lei Orgânica do Legislativo Municipal. Não cabe ao parlamentar pedir a supressão do pagamento sobre os dias não trabalhados, senão que esperar as providências da contabilidade nesse particular. Errada está a Mesa Diretora ao liberar de imediato a Tribuna Livre para a funcionária, privilégio que não concede aos cidadãos comuns, que esperam até quatro meses para fazer uso do espaço tido como democrático, mas que como se vê, é democrático apenas até certo ponto. Violar a vida financeira e fiscal da vereadora foi outro ato temeroso cometido pela Casa. Esse tipo de invasão é considerado crime que suplica pelo código penal. Arapongagem somente com ordem judicial. O vazamento é de autoria da instituição financeira, ou mais claramente, de funcionários da Câmara atendendo a pedidos de interessados – todos sabem que Heloisa Cerri é das mais empedernidas forças de oposição ao atual governo municipal. A egrégia Câmara Municipal de Divinópolis virou uma ratoeira. Desde a entrada, onde se posta a fina flor do fundamentalismo, (disposta a fiscalizar quem fiscaliza) passando pelos corredores, gabinetes, onde se articula de tudo, até chegar às entranhas do plenarinho, ringue predileto dos atuais edis, a alta cornetagem fumega o tempo inteiro. Como nos antigos pronunciamentos da nobreza para plebe, adotam-se discursos que jamais são postos em prática e bonomias inexistentes. Daí nasce o corporativismo, peça principal do aniquilamento moral. Continua depois da publicidade Foi apenas um caso pessoal cuja dimensão foi além da conta. Mas agora, uma simples funcionária pedir a cassação de uma vereadora, é no mínimo, uma inversão de papéis. O servidor tem de conhecer o seu lugar. Ele está ali para zelar pelo bom funcionamento da entidade pública, estar a seu serviço, e não o contrário. Suas opiniões pessoais pouco valem. Enfim, não se tem notícias de fatos análogos passados na Câmara Municipal de Divinópolis, hoje em dia bastante licenciosa. Nunca se viu tanta balbúrdia. A Câmara que jazia de joelhos frente ao Executivo, agora também se verga aos caprichos de uma funcionária em descompasso com as suas funções.
|






