Obra sem interdição vira risco: porta desaba, fere aluno e revolta comunidade escolar em Divinópolis

Comunidade da Escola Municipal João Gontijo de Azevedo relata que reformas ocorrem com aulas em tempo integral; caso envolve acidente, poeira, tinta e presença de escorpiões

Publicado por: Redação

Uma ocorrência dentro de escola municipal, com aluno ferido por queda de uma estrutura, acendeu o alerta na comunidade escolar e abriu uma discussão que não deveria existir em 2026: obra pode acontecer com criança dentro, em tempo integral, respirando poeira e convivendo com risco de acidente?

A denúncia recebida pelo Divinews relata que a Escola Municipal João Gontijo de Azevedo, de ensino fundamental e funcionamento em tempo integral, vive dias de indignação. O estopim, segundo a comunidade, ocorreu na última terça-feira, quando uma porta de banheiro, sustentada por estrutura que envolve ardósia, teria desabado e atingido um aluno.

Continua depois da publicidade

A imagem anexada à denúncia reforça o clima de gravidade. Ela mostra, de um lado, um ferimento  no braço de um estudante e, do outro, uma porta ou divisória caída no chão do banheiro, com o ambiente ainda em funcionamento ao fundo. O registro visual, por si, não esclarece causas, mas sustenta a pergunta que pais e servidores repetem: por que a área não estava interditada?

O relato informa que a unidade tem cerca de 190 alunos, que passam o dia inteiro expostos ao cheiro de tinta e à poeira da obra. Soma-se a isso, ainda conforme a denúncia, a presença recorrente de escorpiões, situação que amplia a sensação de insegurança e leva a comunidade a afirmar que pessoas estariam adoecendo, entre alunos e professores.

Nesse cenário, a crítica é direta: reformar sem plano de isolamento e sem interdição de áreas sensíveis pode transformar rotina escolar em campo de risco. Quando o acidente deixa de ser “hipótese” e vira fato, a obra deixa de ser apenas incômodo e vira responsabilidade.

O que preocupa  é que a poeira de obra e partículas em ambientes fechados podem agravar quadros respiratórios e aumentar episódios de sintomas em crianças, que são mais vulneráveis a esse tipo de exposição.

No caso específico de pintura, há evidências de que compostos orgânicos voláteis, comuns em tintas e solventes, podem causar irritação e sintomas como dor de cabeça e mal-estar em ambientes pouco ventilados. Estudos também discutem a associação entre exposição a tinta e agravamento de crises de asma em crianças.

A denúncia cita ainda a presença de escorpiões, um ponto que não pode ser tratado como “normal”. Orientações de saúde pública destacam que entulho e materiais de construção podem favorecer abrigo desses animais, e a prevenção passa justamente por evitar acúmulo de materiais e manter o ambiente controlado.

Continua depois da publicidade

A comunidade escolar aponta também cobrança dirigida à gestão de saúde e vigilância, sob o argumento de que, diante de pessoas relatando sintomas, seria necessário monitoramento, orientação e ação conjunta com a Secretaria de Educação e com a direção da unidade. O caso, na prática, deixa de ser “obra” e vira um tripé: segurança física, saúde coletiva e responsabilidade administrativa.

Trata-se de relato da comunidade escolar e registro fotográfico do ambiente após o incidente. Mantemos o espaço aberto para posicionamento oficial da Prefeitura, da Secretaria Municipal de Educação e da direção da unidade sobre três pontos centrais: por que a obra ocorre com aulas, quais áreas foram isoladas, e quais medidas de segurança e de saúde foram adotadas após o acidente.

A prefeitura emitiu o seguinte comunicado

A Prefeitura Municipal de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), vem a público esclarecer um ocorrido registrado na última quarta-feira (18/3), na Escola Municipal João Gontijo da Fonseca.

Durante o período escolar, uma parte da divisória de um dos banheiros da unidade se deslocou após uma criança se pendurar sobre ela. Imediatamente, a direção da escola prestou todo o atendimento necessário, conduzindo a criança à Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A família foi prontamente comunicada e se dirigiu à unidade de saúde para acompanhar o atendimento.

Após avaliação médica, foi constatada uma pequena luxação. A criança recebeu os cuidados necessários e foi liberada para retornar para sua residência, encontrando-se bem.

Diante do ocorrido, a Secretaria Municipal de Educação esteve novamente na unidade escolar para monitorar as condições de segurança e adotar as providências cabíveis. Como medida preventiva, o espaço foi temporariamente interditado até que a divisória seja devidamente reinstalada, garantindo total segurança para sua utilização. Ressalta-se que todas as medidas necessárias estão sendo tomadas para assegurar a integridade das crianças e estudantes.

A Prefeitura reforça que a Escola Municipal João Gontijo da Fonseca atende exclusivamente crianças em regime de tempo integral e está passando por obras de reforma e ampliação, com o objetivo de melhorar ainda mais a qualidade do atendimento e garantir maior segurança e conforto aos estudantes.

Entre as melhorias em andamento, destacam-se a construção de vestiários masculinos e femininos, que possibilitarão banho, higienização e cuidado adequado às crianças que permanecem na escola durante todo o dia; a implantação de uma nova sala destinada às atividades de informática como oficina pedagógica; além da construção de depósitos para o armazenamento adequado de materiais, contribuindo para a organização e segurança dos espaços.

Ressalta-se ainda que os banheiros da unidade foram reformados em conformidade com as normas de acessibilidade, reforçando o compromisso da gestão municipal com a inclusão, a segurança e o bem-estar de todos.

A Prefeitura Municipal de Divinópolis segue acompanhando a situação e reafirma seu compromisso com a integridade física, o cuidado e a qualidade do atendimento ofertado aos estudantes da rede municipal de ensino.

Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados