A fiscalização realizada pela vereadora Kell Silva (PV) na Escola Municipal João Gontijo da Fonseca, em Divinópolis, registrou uma série de irregularidades estruturais nesta segunda-feira (23). A vistoria ocorreu após o registro de um acidente envolvendo uma criança nas dependências da unidade de ensino. O levantamento técnico aponta falhas na manutenção e a exposição de riscos em áreas de convivência dos alunos. A parlamentar utilizou registros de video para documentar a presença de materiais de construção espalhados em locais de livre acesso.
Atraso no Cronograma e Riscos de Segurança
O cronograma oficial previa a entrega das obras de reforma e ampliação para o dia 14 de janeiro. O atraso na finalização da intervenção já acumula mais de sessenta dias de descumprimento de prazo. A fiscalização identificou tapumes mal posicionados e a ausência de placas de sinalização em áreas interditadas. O banheiro onde o acidente ocorreu não apresentava qualquer aviso de proibição de uso no momento da visita. O acúmulo de água provocado pelas chuvas recentes potencializa o risco de novos incidentes entre as crianças. A escola funciona em regime de período integral. Esse fator aumenta o tempo de exposição do corpo discente aos problemas apontados.
Resposta Institucional e Providências Imediatas
A Secretaria Municipal de Educação (Semed) mantém um fiscal no local para acompanhar o andamento das intervenções. De acordo com informações fornecidas pela pasta, a previsão de conclusão total dos trabalhos ocorre no prazo de trinta dias. A Prefeitura de Divinópolis havia informado anteriormente a interdição da área afetada pelo acidente. Porém, a fiscalização contestou a eficácia do isolamento durante a vistoria desta segunda-feira. A vereadora Kell Silva anunciou a formalização das denúncias junto aos órgãos de controle e fiscalização externa. O objetivo central consiste na correção imediata dos gargalos estruturais e na garantia de um ambiente escolar seguro.
Debate sobre Infraestrutura na Rede Municipal
O episódio na Escola João Gontijo da Fonseca reacende o debate sobre a convivência entre atividades letivas e obras de engenharia. A gestão de infraestrutura escolar exige protocolos rígidos de isolamento para unidades em funcionamento. A precariedade das instalações físicas e o desrespeito aos prazos geram questionamentos sobre a fiscalização direta do Poder Executivo. O monitoramento das condições das escolas municipais permanece como eixo de vigilância do Legislativo e da comunidade escolar. A finalização das obras é vista como medida urgente para assegurar o direito a um ambiente educacional digno e livre de ameaças à integridade física.






