Divinópolis: Edital do SINTRAM abre disputa 2027-2030, mas calendário curto levanta suspeita entre servidores; presidente rebate

Calendário da eleição do SINTRAM abre disputa sobre equilíbrio do processo

Publicado por: Geraldo Passos

A eleição do SINTRAM para a gestão 2027-2030 entrou no centro do debate entre servidores municipais de Divinópolis após a publicação do edital de convocação. O documento marcou a votação para 8 e 9 de abril de 2026, com possibilidade de segundo turno em 23 e 24 de abril – Servidores opositores que pretendem montar chapas questionam exiguidade dos prazos, mas presidente rebate. 

O ponto mais discutido pela base é o prazo de inscrição de chapas. O edital estabelece 15 dias corridos a partir da publicação, com encerramento às 16h de 26 de fevereiro de 2026. Servidores ouvidos pela reportagem avaliam que a janela ficou apertada por coincidir com o período de Carnaval, o que reduziria o tempo útil de organização.

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Na prática, a crítica não se concentra apenas na regra formal, mas no efeito político do calendário. Para grupos da categoria, a montagem de chapa competitiva exige reuniões, definição de composição, coleta de documentos e alinhamento jurídico, etapas que tendem a perder ritmo em semanas com feriado prolongado.

Outro fator levantado por servidores é a antecipação da votação para abril. Segundo relatos da base, eleições sindicais costumavam ocorrer em meses do segundo semestre, como julho, agosto ou setembro. A mudança de período passou a ser interpretada por parte da categoria como elemento que altera a dinâmica da disputa.

O edital informa que o processo será por votação secreta, com urna fixa e ou itinerante, e que os requerimentos devem ser protocolados na Secretaria Geral da entidade, em duas vias, com assinatura do presidente da chapa. Também há previsão de uso de página específica para procedimentos da eleição.

A discussão, portanto, segue em dois planos. No plano jurídico-estatutário, o processo foi aberto com regras publicadas. No plano político, a base questiona se o cronograma garante igualdade prática de disputa entre situação e oposição.

Com o prazo em curso, o cenário deve se definir rapidamente. Se houver pluralidade de chapas, a crítica tende a migrar para o campo programático. Se houver baixa concorrência, o debate sobre calendário e tempo de articulação deve ganhar ainda mais força.

O presidente da entidade, Marco Aurélio Gomes, por meio do WhatsApp foi instado pelo Divinews a se pronunciar sobre denúncias de servidores, que avaliam ser jogada política/sindical, para diante do exiguo prazo criar dificuldades da oposição montar chapa. Logo, o dirigente da entidade se posicionou

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“Em relação aos 15 dias o estatuto que fala…sobre antecipação não houve antecipação…. A última que foi atrasada… O estatuto determina primeiro e segundo em no máximo 120 dias antes do término do mandato…. Muitos diretores resolveram sair e precisa fazer uma transição pra nova diretoria…. Pensei em fazer em junho mais tivemos dificuldades em arrumar os mesários porque não pode ser candidato – Vou te mandar aí o edital de uma chamada em fevereiro. Inclusive foi da Luciana primeiro mandato com eleição em março “.

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