A Chapa 2 do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste de Minas Gerais (Sintram) defende que as eleições da entidade sejam realizadas por votação online, considerada por muitos servidores como a melhor forma de ampliar a participação da categoria.
A chapa, composta por Luciana Santos (presidente), Bruno Camargos (vice), Wellington Silva (secretário geral) e outros 27 servidores de diversos setores das prefeituras da região, argumenta que o modelo online tornaria o processo mais eficiente e reduziria custos em comparação à votação presencial com urnas itinerantes em dezenas de municípios.
Segundo integrantes da Chapa 2, o sistema de votação online já foi testado com sucesso na eleição do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Divinópolis (Diviprev), em abril de 2025, quando houve recorde de participação. O sistema foi adquirido pelo próprio sindicato durante a atual gestão, que agora concorre à reeleição pela Chapa 1, e chegou a ser divulgado como avanço democrático.
Na ocasião, a direção destacou benefícios como criptografia ponta a ponta, acesso intuitivo, inclusão digital com cabine de votação na sede do Sintram e recorde de votos válidos. Diante desse histórico, a Chapa 2 questiona a decisão da diretoria de não utilizar o sistema eletrônico e de optar por cédulas não numeradas, o que, segundo o grupo, pode comprometer a transparência.
A votação online, segundo a Chapa 2, permitiria maior participação dos servidores distribuídos pelos 37 municípios da base sindical, além de reduzir custos e facilitar o voto para quem enfrenta dificuldades de deslocamento.
Diante das divergências, a Chapa 2 levou a discussão à Justiça, questionando aspectos do processo eleitoral, como calendário, divulgação do edital, funcionamento da sede e procedimentos da Junta Eleitoral. Também foram levantadas questões sobre o uso do sistema eletrônico e a necessidade de mecanismos que reforcem a segurança e a transparência.
A Chapa 2 afirma que a ação judicial visa garantir o cumprimento do Estatuto do sindicato e a participação da assembleia nas decisões sobre impasses eleitorais, buscando um processo democrático, transparente e representativo para os servidores municipais do Sintram. O grupo reforça que a iniciativa não tem caráter de confronto político, mas de defesa da legitimidade do processo eleitoral.






