Luiz Inácio Lula da Silva sanciona isenção do IR e abre crise com Legislativo após ausência de Hugo Motta e Davi Alcolumbre na cerimônia

Benefício fiscal vai valer para quem ganha até R$ 5 mil; falta de autoridades na solenidade joga clima de tensão entre governo e Congresso

Publicado por: Cassia Misael

O presidente Lula promulgou, nesta quarta-feira (26), a lei que amplia o limite de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais e concede descontos para rendas de até R$ 7.350. A sanção marca vitória para milhões de trabalhadores, mas a cerimônia no Palácio do Planalto ganhou tom político — os presidentes da Câmara e do Senado não compareceram. 

 O que muda com a nova lei

A partir de 1º de janeiro de 2026, passam a deixar de pagar IR pessoas com renda mensal de até R$ 5 mil. Para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350, o imposto será reduzido de forma escalonada. O governo estima beneficiar pelo menos 15 milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Fazenda. Para compensar a perda na arrecadação, o texto impõe tributação mínima de 10% para rendas anuais acima de R$ 600 mil, alcançando, desse modo, os contribuintes de maior renda.

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 Crise política escancara ruído entre Executivo e Congresso

Apesar de saberem da sanção, os presidentes da Câmara e do Senado  que atuaram pela aprovação da lei  decidiram se ausentar da cerimônia.

A escolha reforça tensões recentes com o governo, motivadas por disputas internas e insatisfação com decisões recentes do Executivo. A ausência de Motta e Alcolumbre transformou um ato legislativo em uma demonstração clara de descontentamento político.

O gesto repercute como um aviso: embora tenham contribuído para a aprovação da proposta, os líderes do Congresso deixam claro que mantêm distância e que discordâncias estruturais ainda persistem.

 Impacto direto no bolso do trabalhador

Para famílias de renda média e baixa, a mudança representa alívio imediato. Quem costumava pagar IR agora terá mais dinheiro disponível para gastos essenciais e poderá planejar melhor o orçamento doméstico.

Economistas e representantes do governo apontam que a medida também deve impulsionar o consumo e aquecer a economia, dado o aumento do poder de compra da população beneficiada.

 O olhar para 2026

A nova lei cruza com o calendário eleitoral e surge como uma promessa cumprida pelo governo e uma bandeira de campanha poderosa. A expectativa agora recai sobre os efeitos sociais e econômicos da medida.

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Além disso, a tensão escancarada entre Executivo e Legislativo pode antecipar disputas de força no Congresso, com impacto em pautas futuras. A ausência de Motta e Alcolumbre lança uma sombra de incerteza sobre o clima de governabilidade.

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