O ex-presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), usou tom firme e palavras cirúrgicas ao discursar diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante evento recente que reuniu lideranças políticas e movimentos sociais. Pacheco não apenas rechaçou os atos golpistas de 8 de janeiro, como também deu fortes sinais de que pode disputar o Governo de Minas Gerais em 2026, ao posicionar-se como defensor da democracia, das universidades, do Supremo Tribunal Federal e das instituições republicanas. Em sua fala, o senador mineiro indicou claramente que não ficará à margem da disputa política estadual.
Pacheco confronta anistia e defende instituições
Em sua manifestação, Pacheco foi categórico ao criticar a tentativa de reescrever a história recente:
“Agora, depois de tudo o que aconteceu — com o plano de golpe de Estado, com minuta de golpe, com depredação de prédios públicos — pretendem uma anistia ampla, geral e irrestrita, como se o 8 de janeiro tivesse sido um passeio no parque.”
O senador fez questão de destacar que as instituições reagiram e que há uma resistência legítima que não permitirá que os atentados à democracia sejam apagados. Segundo ele, os mesmos que negaram a democracia negaram a ciência, as vacinas e até a importância das universidades públicas.
Aliança com Lula e discurso com viés de campanha
Em tom de alinhamento estratégico com o presidente da República, Pacheco elogiou o papel de Lula e, em ato que soou como declaração de aliança para as eleições de 2026, afirmou:
“Nunca o Brasil precisou tanto do senhor como hoje para garantir a soberania nacional do Brasil.”
A fala, lida por analistas como sinal político direto, coloca Pacheco como possível cabeça de chapa ao Palácio Tiradentes com apoio do Palácio do Planalto. Ele defendeu também o papel do STF, da imprensa, do movimento sindical, dos professores e das universidades, numa composição de discurso que o aproxima do centro progressista e dos setores democráticos do Estado.
Aposta no legado institucional e na reconstrução
Em outro trecho, o senador destacou que os juízes do Supremo, os profissionais da saúde durante a pandemia, os partidos políticos e os professores foram pilares para a preservação da democracia brasileira nos últimos anos. Pacheco tem costurado nos bastidores uma narrativa de equilíbrio institucional e moderação democrática, o que o coloca como contraponto à radicalização de nomes como Cleitinho Azevedo, já declarado pré-candidato ao Governo de Minas pelo campo bolsonarista.
Cenário mineiro: Pacheco x Cleitinho?
Embora ainda não tenha anunciado oficialmente sua pré-candidatura, o discurso recente de Pacheco deixa claro que sua entrada na disputa estadual em 2026 é uma possibilidade real e crescente. O mineiro, que já presidiu o Senado por duas legislaturas consecutivas, pode enfrentar nomes como o do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que tem forte presença nas redes e apoio de parte dos bolsonaristas, mas que ainda não consolidou alianças partidárias além da direita. Os outros dois nomes da direita, um é Nikolas Ferreira, que corre o risco de ficar inelegível, e o outro é do vice-governador Mateus Simões, que segue trabalhando para sair dos 4% que as últimas pesquisas lhe deram.







Rodrigo Pacheco neles.