Um novo laudo do Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto, no Rio, confirmou que a publicitária Juliana Marins, morta após cair no Monte Rinjani, na Indonésia, sofreu hemorragia interna causada por politraumatismo. A morte resultado de um único impacto de alta intensidade, típico de uma queda de grande altura.
Os ferimentos foram severos: danos no crânio, tórax, abdômen, pelve, membros e coluna. Conforme o relatório, Juliana sobreviveu por até 15 minutos após o trauma. O tempo exato da morte, no entanto, não pôde ser determinado devido ao estado avançado de decomposição do corpo ao chegar ao Brasil.
Essa indefinição gerou profunda dor na família, que agora questiona se um resgate mais rápido poderia ter mudado o desfecho. Juliana encontrada apenas quatro dias depois do acidente, o que reforça a dúvida sobre uma possível chance de sobrevivência.
A autópsia solicitada pelos familiares, inconformados com a certidão de óbito emitida na Indonésia, que não trazia detalhes técnicos sobre as lesões. Apesar de também indicar traumatismo e hemorragia, o documento indonésio omitira elementos cruciais para a compreensão da morte.
O laudo brasileiro descarta outras causas, como uso de drogas, hipotermia ou desnutrição. Além disso, os peritos não excluem a possibilidade de sofrimento físico e emocional nos momentos finais da vítima.
Juliana Marins, de 38 anos, era conhecida no mercado publicitário e vivia uma fase intensa de viagens e autoconhecimento. A tragédia provocou repercussão nacional e levanta questionamentos sobre a segurança, o acesso a áreas de risco e a estrutura de resgate em trilhas internacionais.





